Athletico vai a Santos contra série de 4 empates, que causou 'tsunami' no clube em 2022
Goleiro Bento volta ao gol athleticano na Vila Belmiro. Foto: Luis Miguel Ferreira/athletico.com.br

O Athletico embarcou na tarde desta segunda-feira (26) para São Paulo, de onde segue em seguida de ônibus até Santos, palco da partida desta terça-feira (27), às 21h, contra o Peixe, na Vila Belmiro. Mais do que vencer o Alvinegro Praiano pela primeira vez em seus domínios pelo Brasileirão, o Rubro-Negro quer evitar uma série de quatro jogos sem vitória.

A última vez em que os athleticanos ficaram quatro partidas sem ganhar aconteceu no início desta temporada, entre os dias 26 de janeiro e 6 de fevereiro. No período, foram quatro empates pelo Campeonato Paranaense, contra Maringá FC, São-Joseense, Londrina e União Beltrão. Este último custou o cargo do técnico James Freitas da equipe de Aspirantes.

A saída de Freitas veio horas depois do então diretor técnico Paulo Autuori pedir demissão e, em solidariedade, levar consigo o diretor de futebol Ricardo Gomes, que durou poucas semanas no posto. As saídas estiveram ligadas a uma “queda de braço” entre Autuori, que queria os Aspirantes no Estadual, e o presidente Mário Celso Petraglia, que defendia o uso dos titulares. O segundo venceu e, no jogo seguinte, a equipe principal bateu o Rio Branco.

Embora o momento atual seja completamente distinto, com posição no G-6 do Brasileirão e presença na decisão da Copa Libertadores da América, contra o Flamengo, no dia 29 de outubro, no Equador, o Furacão já vem se três empates seguidos, contra Palmeiras (pela semifinal continental), Avaí e Cuiabá (pela Série A).

Considerando somente os números da equipe principal do Rubro-Negro paranaense, a última sequência de três empates ocorreu entre 19 de abril e 29 de abril de 2018, com placares iguais com São Paulo (Copa do Brasil), Grêmio e Bahia (Brasileirão).

Mexida com brios e na escalação

Depois da mais recente partida sem vitória, em casa, o diretor técnico Luiz Felipe Scolari não escondeu a irritação com a equipe, pregando que será preciso fazer mais e melhor para que o time alcance os seus objetivos. Isso incluirá trocar jogadores – o goleiro Bento, o volante Fernandinho e o atacante Vitinho retornam, mas os laterais-esquerdos Abner e Pedrinho, além do zagueiro Pedro Henrique, estão fora.

Os dias posteriores à “bronca” foram de muito trabalho no CT do Caju, com ênfase a trabalhos técnicos e táticos – alguns focados em manter mais posse de bola, um dos elementos menos existentes na era Felipão, quando o time fica menos com a bola em grande parte de seus compromissos.

Para complicar o confronto desta terça-feira, consta contra o Athletico um retrospecto bastante negativo em Brasileiros contra o Santos. Com mando do Peixe, o Furacão jamais venceu na Série A – são 20 vitórias santistas e cinco empates em 25 embates – aproveitamento dos mandantes de 80%.

No histórico geral dos jogos entre os dois times na Baixada Santista, o Furacão tem duas vitórias – uma pela Copa do Brasil e outra pela Libertadores – em um total de 29 jogos, com 21 triunfos do Santos e seis empates.

Três pontos de impacto

Para a classificação, a partida também terá um peso para ambos os lados. Mantido no G-6 por pelo menos mais uma rodada, o Furacão pode ter a aproximação de Atlético-MG e América-MG, caso não traga pontos para Curitiba. Já uma vitória pode recolocar o Rubro-Negro no G-4.

O Peixe, por sua vez, está a seis pontos da zona do rebaixamento, por isso ainda precisa pontuar para não ser ameaçado e ainda sonhar com uma vaga na pré-Libertadores.

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