Athletico “se oferece” ao Cascavel por futsal profissional e fecha obra por ginásio
Ginásio da Baixada, palco de muitos esportes por décadas, foi demolido em 1995. Foto: Divulgação/Athletico

O presidente do Athletico, Mário Celso Petraglia, declarou que o clube fechou nesta semana os últimos detalhes para a construção de um ginásio multiuso no centro de treinamento Alfredo Gottardi, o CT do Caju. O Furacão vai investir forte no futsal, com foco na formação de atletas, mas o topo da modalidade também está no radar.

“Vamos construir um ginásio multiesportivo no nosso centro de treinamento e vamos investir fortemente no futsal, gostaria até de uma parceria com o Cascavel”, disse, em leve tom de brincadeira, o cartola em entrevista à rede CATVE, referindo-se ao atual campeão paranaense e dono do título da Liga Nacional de Futsal, principal torneio do país.

Petraglia comentou que o acordo com uma construtora já está fechado. Ele ainda relembrou que o Furacão tem ligações históricas com o futsal no estado, mas “de forma amadora”.

“Vamos investir fortemente no futsal. Com a vida moderna, não temos mais as pracinhas, os campinhos, e a meninada vai brincar dentro dos ginásios, onde tem menos riscos. Na minha juventude, a gente brincava, saia de manhã, almoçava e saia para jogar futebol. Tudo isso acabou, temos que nos voltar para a realidade e vamos investir nisso”, prosseguiu.

Futsal como futuro

Não são poucos os exemplos de grandes jogadores mundiais que deram seus primeiros passos – Ronaldinho Gaúcho e Neymar seriam dois exemplos dentre muitos. E é assim que a diretoria athleticana projeta ser o maior clube formador do mundo, segundo palavras do seu presidente. Para Petraglia, a tradição com escolinhas de campo não é o bastante hoje.

O clube já vem fazendo parcerias, inclusive fora do Brasil, continuou o presidente do Athletico, e é assim que pretende expandir as suas ações no futsal, lançando mão de parcerias. Na atual Liga Nacional (que funciona por meio de franquias ou convites), apenas o Corinthians está presente como clube também de futebol. No passado, parcerias levaram outros times do campo para quadra.

“O nosso projeto é de parcerias, formalizamos com clubes na América do Sul, estamos indo para África, para os EUA, digo escolas de futebol de campo. E faremos o mesmo para o futebol de salão. Teremos a nossa formação, o nosso time, de seis anos para cima, mas o que mais nos motiva são as parcerias, a multiplicação, fornecer material esportivo, de fornecer profissionais, gestores, fisiologistas, nutricionistas”, comentou.

A expectativa dos dirigentes rubro-negros é que, por meio de uma “massificação”, seja possível otimizar a formação e revelação de novos talentos, seja para o futsal ou para o futebol. “No Brasil a geração era espontânea, e nós estamos criando um ambiente para as nossas metodologias para termos essas parcerias”, concluiu.

Histórico rubro-negro

O início das obras ou as fontes de receitas para o ginásio ser erguido não foram mencionados por Petraglia na entrevista. Uma vez saindo do papel, será a realização de um objetivo veiculado pelo presidente ainda nos anos 1990. Naquela época, com o retorno inicial ao Joaquim Américo, após anos de Pinheirão, o Rubro-Negro teve de demolir o antigo Ginásio da Baixada – inaugurado como Ginásio de Esportes João Alfredo e Silva, este erguido entre 1949 e 1956 e que recebeu jogos de vários esportes, incluindo de futsal (o clube foi um dos fundadores da Federação Paranaense da modalidade, nos anos 1950).

Nas décadas de 1980 e 1990, o espaço foi muito usado para eventos culturais, como bailes, assim como competições amadoras de futsal. Foi na quadra athleticana que o clube revelou nomes como o de Paulo Rink, que depois faria a clássica parceria com Oséas no ataque do Furacão entre 1995 e 1996.

No projeto inicial para a construção da Arena da Baixada, sempre houve a perspectiva de que um ginásio anexo ao estádio fosse erguido. A “Areninha”, porém, nunca encontrou viabilidade econômica e, assim, o projeto jamais saiu do papel.

No CT do Caju, um ginásio já existe, mas ele é voltado para o elenco profissional do Furacão, tendo a grama e dimensões de campo semelhantes às da Arena, além de mais de 300 lugares e outras instalações para dirigentes e atletas. O espaço foi inaugurado em 2016.

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