Reservas do Athletico empatam sem gols com o Ceará no Castelão
Rômulo teve poucas chances, mas o zero seguiu no placar. Foto: Gustavo Oliveira/athletico.com.br

Com uma equipe toda reserva, o Athletico conseguiu um empate sem gols com o Ceará na noite deste sábado (27), na Arena Castelão, pela 24ª rodada do Brasileirão. A partida foi morna e ajudou o Furacão a se manter no G-6, antes das semifinais da Copa Libertadores, prioridade rubro-negra neste momento do ano.

Sob os olhares do argentino Lucho González, ídolo athleticano que foi contratado como novo técnico do Vozão e vai estrear na próxima partida, o Alvinegro cearense teve mais posse de bola, criou mais chances claras de balançar as redes, porém não teve sorte e/ou competência para somar os três pontos, ampliando a crise local.

Sem ter nada a ver com isso, o Athletico mais se defendeu do que criou. O goleiro João Ricardo fez uma única defesa difícil, e nos demais momentos apenas acompanhou as tentativas frustradas dos seus companheiros em dar a vitória aos cearenses, que chegaram a seis partidas sem vencer na Série A.

Agora, o Furacão foca todas as suas atenções para o jogo de ida das semifinais da Libertadores, contra o Palmeiras, nesta terça-feira (30), às 21h30, na Arena da Baixada. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso será também em casa, no sábado (3), diante do Fluminense. Já o Vozão visita o Flamengo no domingo (4), às 11h.

Jogo morno nos 45 minutos iniciais

De um lado, reservas. De outro, a pressão da ZR. Foi assim que começou o duelo no Castelão entre Ceará e Athletico. Contra ambos os times, o gramado ruim da arena cearense que, em princípio, ajudou os donos da casa. Logo aos quatro minutos, o goleiro Anderson teve que trabalhar, após cabeçada de Mendoza, o mais insinuante jogador do Vozão em campo.

Em seguida, a equipe reserva do Furacão tentou responder em três pontadas, porém apenas a terceira, com Rômulo, gerou um arremate a gol, facilmente defendido pelo arqueiro João Ricardo. Se os primeiros minutos foram do Alvinegro cearense, a partir dos dez o predomínio foi athleticano, principalmente no meio-campo.

Ainda que não tenham sido chances claras, o Rubro-Negro ia trocando passes e tentando arremates, mas quem levava perigo mesmo era o Ceará. E quase sempre com a participação de Mendoza, que jogava muito em cima de Orejuela. Aos 18, ele arrematou com perigo e quase abriu o placar para os donos da casa.

Três minutos depois, Vina arriscou chute rasteiro e por muito pouco não balançou as redes de Anderson. Tão logo retomou o domínio das ações, o Vozão voltou a imprimir pressão e, por muito azar seu e muita sorte athleticana, não marcou com ele, Mendoza, aos 28. Após escanteio, o arqueiro do Furacão saiu mal e, com o gol aberto, o jogador mandou na trave.

Os cearenses ainda teriam mais uma chance clara de gol, aos 38, porém outra vez Mendoza errou o alvo. De tanto perder chances, o time local por pouco não foi castigado. Em rápido contragolpe rubro-negro, Rômulo rolou para Vitor Bueno, que bateu bem, porém João Ricardo foi melhor e espalmou para escanteio. Jogo morno e disputado no Castelão.

Chances e protestos

Com a estreia de no time local, e a entrada de Pablo no lugar de Vitor Roque, a partida ganhou um novo fôlego no segundo tempo. O Vozão aumentou a sua posse de bola para a casa dos 70%, enquanto o Furacão passou a jogar mais nos contra-ataques, ou pelo menos tentar surpreender os donos da casa na base da velocidade.

Todavia, mesmo mais com a bola, o Ceará praticamente não ameaçou o gol de Anderson nos primeiros 15 minutos. Por sua vez, o Rubro-Negro foi anulado em todas as suas investidas ao ataque, tornando João Ricardo uma figura sem qualquer participação no primeiro terço da etapa final de partida.

Com as entradas de Cittadini e Cuello nos lugares de Vitor Bueno e Vitinho, esperava-se que o time de Felipão apresentasse mais poder de fogo no ataque, mas isso não ocorreu. O Ceará permaneceu em cima dos visitantes, cometendo erros e também em sorte. Como na falta batida aos 29 por Vina, que surpreendeu Anderson e foi tirada com a coxa por Matheus Felipe.

A jornada com cara de empate se encaminhou para o final com mais emoções. Aos 38 minutos, Vina tabelou com Jô, girou na área e bateu bem, contudo o goleiro rubro-negro foi melhor e salvou os visitantes. A partir daí, a torcida local passou a cobrar jogadores e dirigentes, sem esconder a frustração pela ameaça da zona do rebaixamento.

Jô teve uma última oportunidade para se consagrar, aos 46, quando recebeu cruzamento de Mendoza com espaço. Entretanto, a testada subiu demais e foi para o espaço. Assim como a meta alvinegra de derrotas os reservas athleticanos. Melhor para Felipão e a sua estratégia longe de casa.

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