Com um público pequeno na Vila Capanema e debaixo de chuva e frio, o Paraná foi heróico e arrancou um empate em 1 a 1 com o Guaratinguetá, aos 53 minutos do segundo tempo. Com um segundo tempo de pura pressão, o Tricolor mantém a invencibilidade em casa na base da raça.

O jogo não começou muito bom para o Paraná, que apesar de voltar a jogar no tradicional 3-5-2, não conseguia chegar ao gol de Jailson com perigo até os 10 minutos, pois errava muitos passes. Já o Guaratinguetá jogava bastante pela esquerda, com os dois volantes fixados, e com os laterais Renato Peixe e Lelê bem avançados.

A sorte do Tricolor era que o Guaratinguetá saía mais em rápidos contra-ataques. Quando tinha a posse de bola, a equipe visitante chegava a ficar com até quatro atacantes, expondo sua defesa ao contra-ataque paranista. O problema é que o Paraná não se aproveitava dessa situação e era o time que mais cedia espaços para o adversário jogar.

A partir de 15 minutos, as principais chances foram do Guaratinguetá. Aos 10, Goeber desviou de cabeça, arrancando tinta da trave de Juninho. Dois minutos depois, João Leonardo falhou, Juninho saiu do gol para afastar o perigo, mas acabou escorrendo. Lúcio Flávio arrematou de longe, mas para sorte tricolor, a bola foi para fora.

O meio campo paranista seguia errando muito, com Chicão e William sumidos em campo. Os alas do Guaratinguetá, por outro lado, ditavam o ritmo de jogo, e a equipe paulista, muito bem armada, tinha o jogo sob controle, já que tocava bem a bola e saía com qualidade para o ataque.

A partir dos 20 minutos, a partida pegou fogo! Aos 21 minutos, em cruzamento de João Paulo, Marcelo Toscano foi derrubado por César Santiago dentro da área. O bandeirinha chamou o árbitro e acusou a penalidade, assinalada pelo juiz. Leandro Bocão bateu muito mal, e Jailson defendeu.

No contra-ataque paulista, Diego Correia saiu todo atrapalhado e empurrou Lúcio Flávio também dentro da área. Mais uma penalidade e amarelo para o zagueiro tricolor. Aos 26, o próprio Lúcio Flávio bateu com cavadinha, sem chance para Juninho defender: 1 a 0 Guaratinguetá, muito melhor no jogo e merecedor da vitória.

Aí o Paraná saiu desesperado para o ataque em busca do empate, mas seguia errando muito. Antes dos 32 minutos, Diego Correia e Leandro Bocão, duas vezes, desperdiçaram boas chances de marcar. Enquanto isso, o Guaratinguetá continuava bem, marcando com eficiência, mas sem abrir mão de atacar. Com o jogo sob controle, a equipe paulista apenas administrou o resultado até o fim do primeiro tempo.

Durante o intervalo, Marcelo Oliveira, claramente insatisfeito com o rendimento da equipe, colocou Somália e Diogo em campo no lugar de William e Diego Correia. E deu certo, porque o Tricolor começou melhor a etapa final, e criou duas oportunidades com Toscano aos 2 e aos 4 minutos. Apenas Murilo destoava do conjunto, pois caiu de produção no segundo tempo.

Apesar de ter melhorado no jogo, o Tricolor seguia errando demais. O Guaratinguetá, por outro lado, continuava atacando em contra-ataques e era periogo quando se aproximava do gol de Juninho. Toscano, melhor jogador do Paraná, lutava muito, ainda teve dois lances incríveis, aos 13 minutos, com um chute e depois uma cabeçada, obrigando Jailson a fazer duas boas defesas.

A partir dos 20 minutos, o Paraná cresceu ainda mais na partida, criando inúmeras oportunidades de gol, mas pecando nas finalizações. A equipe estava merecendo o empate, enquanto a chuva voltava a cair na Vila Capanema. Aos poucos, o Guaratinguetá começou a ficar todo retrancado, dando mais espaço ainda para o Tricolor jogar.

João Paulo, aos 23, e Bocão, aos 25 quase marcaram em jogadas claríssimas de gol. Mas os atletas paranistas estavam muito nervosos em busca do empate e, por isso, cometiam erros bobos e desnecessários. O tempo passava, e o panorama da partida não mudava. O Guaratinguetá não atacava, e o Paraná buscava o empate na raça, no coração, no suor dos jogadores.

O jogador Goeber ainda foi expulso aos 39 minutos, mas nem isso melhorou a situação do Tricolor, que corria, pressionava, mas não conseguia o gol. Jailson brilhou com pelo menos quatro defesas salvadoras a favor do Guaratinguetá. O jogo ficou dramático já nos acréscimos. Depois de várias chances desperdiçadas, aos 49, João Paulo cobrou falta, o jogador adversário meteu a mão na bola dentro da área e o juiz marcou a penalidade.

Os atletas do Guaratinguetá foram pra cima do árbitro, e o goleiro Jailson foi expulso. Gustavo, jogador de linha, teve que ir para o gol, enquanto a torcida gritava pedindo que o arqueiro Juninho cobrasse o pênalti. O camisa 1 chamou a responsabilidade para si, e com 53 minutos de jogo, cobrou bem e marcou o gol de empate do Paraná, no último lance da partida. Guerreiro, o Tricolor arrancou um ponto em um confronto dramático.

FICHA TÉCNICA

PARANÁ
Juninho, Alessandro Lopes, João Leonardo e Diego Corrêa (Diogo, intervalo); Murilo (Flavinho 20’/2ºT), Chicão, João Paulo, William (Somália, intervalo) e Gilson; Leandro Bocão e Marcelo Toscano.
Técnico: Marcelo Oliveira

GUARATINGUETÁ
Jailson, Rocha, Gustavo Bastos e Marielson; Lelê (Fábio Silva 14’/2ºT), Goeber, César Santiago (Gercimar 30’/2ºT), Marcinho e Renato Peixe; Lucio Flavio (Guaru 23/2ºT) e Tozin.
Técnico: Roberval Davino

Data: 17/07/2010
Hora: 16h10
Local: Vila Capanema – Curitiba (PR)
Árbitro: Marcos Andre Gomes da Penha (ES)
Auxiliares: José Ricardo Maciel Linhares (ES) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
Cartões amarelos: Gustavo Bastos, Goeber, César Santiago (GUA); Diego Corrêa (PAR)
Cartões vermelho: Goeber, Jailson (GUA)
Gol: Lúcio Flávio 25’/1ºT (0-1), Juninho 49’/2ºT (1-1)