Augusto Oliveira, diretor de futebol do Maringá FC – Foto: Divulgação/Maringá FC

A era dos super-salários e do aquecido mercado de atletas no futebol brasileiro pode estar com seus dias contados. Pelo menos é o que acredita o executivo de futebol Augusto Oliveira, ex-diretor das categorias de base do Coritiba e atual gerente do Maringá FC. Em entrevista à Banda B, o profissional destacou que o momento para os clubes brasileiros é de apostar e investir na formação de jovens atletas.

“Neste momento de mudança do patamar econômico, devido à pandemia, os clubes deveriam investir em seu maior ativo, que é a categoria de base e a revelação de jogadores. Esse é um grande momento para valorizar as categorias de base como investimento e não como despesa”, analisou Oliveira.

Mas, segundo ele, a grande maioria das agremiações tem ido de encontro a esse metodologia. “Temos acompanhado, nas últimas semanas, algumas abordagens e entrevistas de gestores de clubes e muitos deles estão dispensando colaboradores nas categorias de base. Hoje, no Brasil, encontramos poucos clubes que buscam a valorização e humanização desses jovens atletas”.

Augusto de Oliveira, que chefiou o departamento de base do Coritiba em 2014, defende também um processo estruturado para a transição das categorias sub-19 e sub-20 para o time principal. “O clube, assim como a torcida, precisa ter paciência com atletas que sobem ao time principal e ainda são muito jovens. Eles vão errar e isso é natural. As diretorias precisam ter muito claro em sua filosofia que a transição entre a base e o time ‘ de cima’ é um processo estabelecido e não uma decisão pontual do treinador e coordenador. Com isso, a formação de talento entregará retorno técnico e financeiro”, completou.