Hélio Cury defende o fim do Campeonato Paranaense sem nenhuma mudança de regulamento. (Arquivo/Banda B)

O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury, descartou qualquer possibilidade de encerrar o Campeonato Paranaense com a classificação da primeira fase. Em entrevista à Banda B, o dirigente ressaltou que o regulamento precisa ser cumprido e qualquer modificação pode causar diversos problemas.

“De forma alguma. O regulamento é ida e volta e tem que ser ida e volta. Nós precisamos de seis datas para acabar o campeonato e pode muito bem jogar três vezes em uma semana. Excepcionalmente, você também pode jogar com 48 horas as partidas, desde que tenha uma autorização e parecer médico dos atletas. Tudo isso é possível. Tem que respeitar a regra do jogo. Só em último caso, no segundo semestre, se não tiver nenhuma opção para nada, discute novamente, mas tem que ver se não esbarra em direitos de terceiros. Qualquer modificação pode criar um problema futuro para todos”, comentou o mandatário da FPF.

Cury ainda destacou que interesses fora de campo, como os direitos de transmissão, também precisam ser levados em consideração. “Tem muitos interessantes e as federações querem terminar dentro de campo. Nós temos contrato com a Dazn de três anos e o ‘filé mignon’ seria agora. Torcedor fez a assinatura do Dazn para ver o campeonato e seria enganado. Existe um arbitral do campeonato e a fórmula assinada seria tal. Essas são situações que precisam ser respeitadas”, disse.

Sem estádio único

Uma das diversas possibilidades para a conclusão dos estaduais foi reunir todos os clubes em apenas um estádio para a disputa das partidas. De acordo com o presidente da FPF, a ideia está descartada para o Paranaense. “Pessoalmente, eu discordo. Temos oito times no campeonato, sendo três na capital, um a 100 km e outro a 110 km. Cinco times estão próximos. O máximo que pode se viajar é para Londrina, Cianorte e Cascavel”, opinou.

Recesso por até 60 dias

Depois de voltar de férias na última segunda-feira (14), a FPF entrou em recesso por até 60 dias. O presidente informou que os funcionários de departamentos essenciais seguem trabalhando em sistema home office e destacou que foi a melhor solução para evitar a demissão de qualquer funcionário.

“Nós usamos uma medida do Governo Federal. Demos uma suspensão contratual de 60 dias e posso chamar a qualquer momento dentro de 48 horas. Tomamos a precaução de deixar todos os cargos para qualquer movimentação trabalhando em home office. A assessoria de imprensa, o pessoal do registro, a tesouraria e a funcionária do TJD, por exemplo. Qualquer problema que tiver, essas pessoas estão à disposição. É uma maneira de FPF diminuir o seu custo operacional. A alternativa era mandar a metade embora e não é o caminho mais correto”, explicou Cury.