Gerson Gusmão, técnico do Operário. (José Tramontin/OFEC)

O técnico Gérson Gusmão espera que o Operário tenha mais de 20 dias de preparação antes do retorno do Campeonato Paranaense. Em entrevista à Banda B na última segunda-feira (25), o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury, declarou que a expectativa dele era retornar com o estadual na segunda quinzena de junho.

“Tempo muito curto e não são 20 dias de trabalho desde o primeiro dia. O começo do trabalho será individualizado. Será bem diferente do trabalho na pré-temporada, com 15, 16 dias, mas que conseguimos trabalhar tudo e com todos os atletas. É uma parada de dois meses e meio, com treinamentos individuais. Tempo longe de ideal, mas não tem como exigir muito tempo porque pegou todos de surpresa. Vai ser de duas a três semanas até o reinício da competição. Se a gente puder dar a opinião, talvez peça uma semana a mais para ter pelo menos 30 dias de preparação”, declarou Gusmão.

Independente da data do retorno, os jogos finais do estadual vão acontecer sem a presença do público. O comandante lamentou a ausência da torcida e considera que os visitantes podem ter um aproveitamento melhor, assim como acontece no Campeonato Alemão nas partidas após a pandemia. “É um fator diferente. O Operário sempre teve na sua torcida a sua força. Os adversários sentem isso, vai ser uma experiência totalmente nova e não consigo imaginar um jogo de futebol valendo pontos com a arquibancada vazia do Germano Krüger”, afirmou.

“Esses números do Campeonato Alemão será muito parecido em todas as competições porque perde uma força grande, o incentivo e a pressão em cima do adversário. Vão ser jogos mais nivelados e talvez um índice maior de resultados positivos das equipes visitantes. O jogo vai ser praticamente neutro, sem pressão externa. A gente espera que não dure muito tempo a ausência do torcedor”, complementou.

O treinador do Operário também comentou sobre a possibilidade do Campeonato Paranaense ter cinco substituições durante o mata-mata. “Sou favorável a ter cinco substituições, principalmente neste momento. Depois já é uma coisa a ser pensada, talvez uma substituição a mais. É válido sim pelo acumulo de jogos e a proximidade deles. Para o futebol, que já vai perder muito a parte técnica, ter dois jogadores a mais em campo vai deixar o jogo em um nível melhor se deixasse apenas as três substituições. A gente já começa a pensar em estratégias para isso. Alguns jogadores podem jogar apenas 45 minutos, mas em uma intensidade muito alta”, avaliou.

Para que a mudança seja efetivada, os clubes precisam realizar uma alteração no regulamento. Gusmão acredita que os treinadores dos outros clubes também são favoráveis ao aumento no número de trocas. “Precisa de uma mudança no regulamento e acredito que aqui a partir do momento do reinício da data da competição seja colocado em pauta e deve ser aprovado. Boa parte dos treinadores é a favor difícil. A gente sabe que precisa de pelo menos um consenso para que seja alterado alguma coisa”, disse.