Pachequinho. (Assessoria Maringá)

O Maringá ainda não tem data para estrear na segunda divisão do Campeonato Paranaense. Com o futebol suspenso devido à pandemia do novo coronavírus, o clube teve a preparação prejudicada para a disputa do estadual, mas nada que mude o planejamento de chegar em alguns anos à Série B do Campeonato Brasileiro.

A equipe do interior é comandada por Pachequinho, ídolo do Coritiba nos anos 90. Em entrevista à Banda B, o treinador contou sobre o projeto do Maringá. “A partir do momento que conheci toda a estrutura, eu me senti seguro de iniciar o projeto ambicioso que não é apenas a segunda divisão. Estamos pensando a médio e longo prazo para ter uma equipe do nível da cidade de Maringá”, disse.

“O projeto do Maringá é mais que um time, é uma cidade. Isso já mostra as pessoas que estão no projeto. Temos uma comissão técnica profissional, a nível de Série A ou Série B de Brasileiro. Esse projeto demonstrou muita segurança para mim, falaram da importância de ter um treinador do meu nível e a ambição de buscar algo maior para o time. A Série B parece tão distante, mas o projeto do Maringá passa por isso. O primeiro torneio é a segunda divisão e nós temos a obrigação de subir. Todo o planejamento não consiste apenas na segunda divisão”, acrescentou Pachequinho.

A previsão inicial era estrear na temporada no dia 05 de abril na segunda divisão do estadual, mas a competição foi suspensa devido ao novo coronavírus. Enquanto aguarda uma definição sobre o estadual, o Maringá envia uma série de trabalhos teóricos para que os atletas entendam a filosofia de trabalho do técnico.

De acordo com Pachequinho, o material mostra o que já foi treinado durante a pré-temporada e como os jogadores podem corrigir alguns erros cometidos nos treinamentos. “Quando teve a paralisação, nós já tínhamos passado para os atletas as atividades em casa. O que faltava era as questões técnicas e táticas. Só dois atletas em grupo de 30 já tinham jogados juntos e muitos jogaram o último campeonato há três meses. Em 30 dias é muito pouco para entender o que queria. A ideia é fazer com que eles estudem o conteúdo teórico. Nós fizemos módulos para que eles analisem o que queremos. Como seria muita coisa para mostrar de uma vez só, nós dividimos em módulos”, comentou.

Para o treinador do Maringá, o diferencial da divisão de acesso será os jogos no estádio Willie Davids. “A segunda divisão é complicada. Acaba sendo um futebol aguerrido, pegado e com muita intensidade. Nem sempre o jogo bonito é o ideal e o jogo feio acaba sendo a alternativa. Eu acho que o diferencial do Maringá é jogar em casa. O nosso estádio dá essa condição, o jogo flui e as equipes técnicas se beneficiam de jogar no Willie Davids”, falou.

A segunda divisão do Campeonato Paranaense conta com Maringá, Andraus, Apucarana Sports, Araucária, Azuriz, Batel, Independente São-Joseense, Nacional de Rolândia, Prudentópolis e Rolândia.