Paulo Roberto Alves Jr. será o árbitro de FC Cascavel e Coritiba (Geraldo Bubniak /AGB)

A paralisação das atividades no futebol paranaense e brasileiro não impactou apenas jogadores e clubes. Os árbitros e auxiliares, peças fundamentais do espetáculo, também terão problemas financeiros devido à quarentena. A categoria, que é remunerada por jogo apitado, deixará de receber seus vencimentos durante a pandemia. Esse é um dos alertas da Associação Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná (APAFPR).

O presidente da instituição, Eli Marini, conversou com a Banda B e disse que o problema financeiro dos profissionais será agravado caso o coronavírus impacte também o início do Campeonato Brasileiro.

“No Campeonato Paranaense não é tanto, mas vai mais na questão do Campeonato Brasileiro. Os árbitros CBF e FIFA têm uma renda significativa com os jogos. Os árbitros do Paranaense não são repetidos muitas vezes na competição, trabalham em três, quatro jogos. Tem uma parte que é autônomo, outra não. Quem está trabalhando no Campeonato Brasileiro tem uma renda até maior de onde atua e o prejuízo é significativo. No Paranaense também, mas não tem aquela influência devido ao número de jogos”

Posição da APAFPR

Marini lamentou a crise, mas diz que a a PAFPR é a favor da paralisação. “Não dá para falar em nome dos árbitros, mas talvez seja diferente a posição de individual de cada um. Teve toda uma preparação para o Campeonato Paranaense da 1ª divisão, treinamento para que pudessem atuar e há uma perda nas questões física e psicológica. Porém, é um momento necessário de parada e não somos capazes de ir contra da OMS e do Ministério da Saúde. É momento de cuidarmos da família e a vida é mais importante”, analisou o presidente da associação.

Calendário

O presidente também reclamou da falta de datas no futebol paranaense, que impede uma profissionalização da categoria no estado.

“A Federação não tem campeonato suficiente para que os árbitros possam viver só da arbitragem dos campeonatos paranaenses. Dentro do estado, seria inviável porque a entidade não tem como pagar o árbitro para que se dedique apenas a arbitragem”, completou.