Adriano Milczvski. (Foto: Geraldo Bubniak/AGB)

O anúncio da Internacional Board (IFAB, na sigla em inglês), de que acataria a sugestão da Fifa de promover até cinco substituições em partidas de futebol, durante a pandemia, gerou diversas reações no quadro de árbitros brasileiros. Alguns aprovaram a medida, enquanto outros salientaram que o trabalho da equipe de arbitragem ficará mais difícil no rolar da bola durante os noventa minutos.

A reportagem da Banda B ouviu três árbitros sobre o assunto, que expuseram seus pontos de vista acerca das duas alterações adicionais no onze inicial de cada equipe, que deverão ser feita em apenas três oportunidades durante o jogo.

O presidente da  Associação de Árbitros do Paraná, Adriano Milczvski, acredita que as novas regras serão um avanço para o futebol, principalmente durante a pandemia do novo coronavírus. “É um avanço muito grande. Até porque os bancos de  reserva têm muitas opções e os técnicos só podiam escolher três atletas. Essa novidade dará mais dinâmica ao jogo e acredito que, em termos de arbitragem, não mudará muita coisa”, analisa.

“Os árbitros só precisarão ter atenção ao modo que serão feitas as substituições, mas toda a equipe de arbitragem será responsável por essa fiscalização”, acrescenta.

Lucas Paulo Torezim, árbitro da CBF de 37 anos, também não vê grandes problemas na decisão da IFAB. “Acredito que ela tem o intuito de dar mais possibilidades aos treinadores, para dar uma melhor condição física ao jogadores, ainda mais após essa parada. E a Fifa ainda teve o cuidado de definir uma forma com que as substituições não atrapalhem o jogo, já que as duas adicionais deverão ser cumpridas nos três momentos já definidos”, explica.

Paulo Roberto Alves Júnior, que apita desde 2012, vê uma possível sobrecarga sobre os árbitros de campo. “Na minha opinião, essa mudança aumentará a velocidade e intensidade do jogo, que se tornará mais veloz com novos jogadores. Com isso, o desgaste físico dos profissionais vai aumentar, porque precisamos acompanhar os lances com proximidade, para que exista uma precisão nas decisões tomadas”, completa.

Decisão

A IFAB definiu, na semana passada, que esta alteração será pontual e temporária e que entrará imediatamente em vigor nas competições que estejam previstas para ser concluídas até 31 de dezembro de 2020 e quer sejam as que serão retomadas ou as iniciadas nesse período.

“O IFAB aprovou a proposta da Fifa de introduzir uma alteração temporária à ‘Lei 3 – Os jogadores’, que vai permitir um máximo de cinco substituições a serem feitos por equipe. No entanto, cada time só poderá fazer as substituições em três momentos, que também podem ser feitas ao intervalo”, detalhou a Fifa em sua nota oficial divulgada após a reunião da International Board.