Bola parou de rolar no Campeonato Paranaense por conta do novo coronavírus. (Monique Vilela/Banda B)

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) suspendeu o Campeonato Paranaense (FPF) por tempo indeterminado para evitar o avanço do covid-19, o novo coronavírus. Antes da paralisação, a reportagem da Banda B procurou representantes dos oito classificados para as quartas de final para saber o posicionamento dos clubes em relação ao futuro do estadual.

Dos oito times, sete deles concordavam com a suspensão do Campeonato Paranaense. O Cianorte era o único que defendia a continuidade do estadual, mas com portões fechados. Após a competição, o time do interior não tem calendário até o final da temporada.

Confira o posicionamento de cada clube sobre a paralisação do Campeonato Paranaense

Samir Namur, presidente do Coritiba: “Nós passamos o dia reunidos para avaliar todo o cenário complicado e demanda muita atenção e precaução da instituição. Desse modo, o Coritiba foi totalmente favorável a paralisação das partidas, especialmente do estadual, por tempo indeterminado. O Coritiba vai dispensar seus funcionários, que vão trabalhar em casa. Os atletas se reapresentam amanhã para saber quais os cuidados”

Paulo André, diretor de futebol do Athletico: “Pelos movimentos no mundo todo, nos parece mais lógico que as competições sejam paralisadas para que a gente tenha maior atenção e cuidado com a sociedade. Nesse momento a prioridade é que todos nós possamos contribuir para controlar essa pandemia”.

Leonardo Oliveira, presidente do Paraná: “Nós consideramos natural a paralisação do campeonato. Essa foi uma medida tomada pela CBF e ela fez com base com parecer de especialistas e assumindo a responsabilidade do futebol no combate a transmissão do vírus. Seria natural [a paralisação] e esperamos as suspensões dos estaduais”.

Valdinei Silva, presidente do FC Cascavel: “Apesar de termos um prejuízo econômico grande com a paralisação, o FC Cascavel é favorável a interrupção por uma questão de saúde pública. A Europa está isolada, os Estados Unidos estão se isolando, e a gente acha que o isolamento pode ser uma boa. Nosso próximo jogo seria no sábado com o Rio Branco, em Paranaguá, mas sabemos que lá já tem caso positivo. Mesmo com o prejuízo econômico, a gente entende que, para o bem dos atletas e da comunidade, a paralisação não é uma má ideia. Uma suspensão de 15, 20 dias para ver como evolui”.

Álvaro Góes, presidente do Operário: “A gente tem que respeitar o que vem acontecendo no mundo inteiro. Se isso for para o melhor, a gente não pode colocar em risco a vida das pessoas, então, o Operário comunga com a posição que se pare o campeonato. Eu, como empresário, vejo como algo muito ruim para o Brasil e para todos os times porque muitas pessoas vivem do esporte e dos jogos. A gente tem um privilégio que 99% das pessoas são sócios e não vê um prejuízo no momento tão grande por uma paralisação. Mas as pessoas que vivem disso? Toda uma economia é prejudicada. Mas a gente precisa respeitar e o Operário comunga que primeiro tem que respeitar o cidadão”.

Itamar Bill, presidente do Conselho Deliberativo do Rio Branco: “Posição hoje do Rio Branco seria como os outros também estão optando pela paralisação do campeonato em prol a vida do ser humano. Não tem dinheiro que compre a saúde do ser humano. Nós temos que ser coerentes com esse ponto. Com relação aos prejuízos que os clubes vão ter, precisa de bom senso da Federação, de participantes operacionais”.

Sérgio Malucelli, gestor do Londrina: “Deve paralisar por respeito ao ser humano e a saúde em primeiro lugar. Totalmente contra [com portões fechados]. Além do risco desnecessário, você não tem porque jogar com portões abertos. O campeonato já é deficitário e ainda vai jogar com portões fechados?”.

Adir Kist, gerente do Cianorte: “A gente é favor para que seja tomada todas as previdências para que não aconteça nada. Tudo que for determinado a gente ocorra, inclusive com a paralisação. A gente entende que escola é em ambiente fechado e futebol é ambiente aberto. A gente emitiu uma opinião de que poderia seguir se fosse um ambiente aberto. Acatamos com naturalidade qualquer situação”.