O Mundo dos Esportes agora está na versão em podcast e a edição desta semana traz uma entrevista exclusiva com Durval Nunes, o Duda, novo técnico do Curitiba Vôlei. Ele fala sobre como surgiu a oportunidade de trabalhar no vôlei curitibano e do que esperar do clube para a próxima superliga.

Duda é o novo técnico do Curitiba Vôlei. (Orlando Bento/MTC)

Confira a entrevista na íntegra

Como surgiu a oportunidade de trabalhar no Curitiba Vôlei?

A gente disputou, quando eu trabalhava no Minas, as quartas de final [da Superliga] em Curitiba. Vi a estrutura, achei interessante e era muito bem organizada. Conhecendo algumas jogadores, eu perguntei como era e, mais para frente, recebi uma sondagem do Curitiba. Sair do Minas de assistente para o Curitiba com essa estrutura e como técnico foi o que me motivou a ir atrás desse desafio.

Você já teve outras experiências como técnico?

Eu trabalhei muito tempo com base, seleção paulista, e mais oito temporadas no Bradesco/Osasco, referência em formação de atletas. Então, já trabalhei como técnico.

O que dá para tirar do Minas, campeão da temporada passada, e trazer para o Curitiba?

A experiência de poder decidir é fundamental. Outra coisa importante é a questão de planejar. Na temporada passada, no Minas, tivemos que fazer um planejamento estratégico muito minucioso pelas competições e pela condição física de algumas atletas. Levar essa experiência para Curitiba é importante para minimizar os erros e otimizar o que temos de melhor.

O Curitiba Vôlei renovou com sete jogadoras do elenco da temporada passada. A manutenção da base é importante para iniciar o seu trabalho?

Permaneceram algumas jogadores com a identidade da equipe e isso é fundamental para uma continuidade. Apesar que em algumas posições-chave para a equipe, a gente teve mudanças. A gente conseguiu segurar a Valeskinha, jogadora bem experiente, mas trocou o comando técnico do levantamento e vai ser outra jogadora levantando. Fica uma base, mas chegam várias jogadoras novas também. É uma nova forma de trabalhar, que é a minha. Mesclar a novidade com algumas jogadores e a Tati [Ribas, assistente] é importante para ter uma continuidade de trabalho e vai em busca de crescimento.

O clube já confirmou a contratação de quatro jogadoras. Você trabalha com quantas jogadoras a mais para reforçar o elenco e em quais posições?

Isso é uma coisa que a gente sempre depende de investimento e uma série de coisas. Ainda estamos em busca de uma ponteira, uma central e outras posições que agregam, como uma outra oposta e uma líbero para brigar por posições. Nós buscamos pelo menos quatro atletas para ter um elenco com 15, 16 meninas. Essa é a ideia para ter um grupo forte.

Quando começa o trabalho do Curitiba Vôlei para a próxima Superliga?

A gente tem a intenção que os treinos técnicos e físicos comecem no meio de julho. Para isso, as meninas precisam se apresentar antes, fazer os exames médicos e ter a liberação médica para atuarem. A comissão técnica tem a ideia que os treinamentos comecem mesmo no meio de julho.

O Curitiba Vôlei vai jogar alguma outra competição além da Superliga?

Nós já estamos discutindo sobre isso. Seria interessante fazer alguma coisa antes da Superliga. Estamos tentando viabilizar a disputa em algum campeonato ou uma série de amistosos importantes para a preparação, mas ainda não está definido. Se vai ser um campeonato regular ou uma série de amistosos, nós ainda estamos resolvendo até porque o calendário oficial da Superliga ainda não saiu.