Gisele Miró, coordenadora do Curitiba Vôlei. (Divulgação/Curitiba Vôlei)

A temporada 2019-2020 da Superliga Feminina foi cancelada na última quinta-feira (19), após uma reunião entre os clubes e a Confederação Brasileira de Vôlei. O Curitiba Vôlei, que iria disputar as quartas de final contra o Praia Clube, votou a favor do término da competição.

Em entrevista à Banda B, a coordenadora do Curitiba Vôlei, Gisele Miró, comentou sobre o final da Superliga Feminina, o término do ranking de jogadoras e o planejamento da equipe para a próxima temporada.

Confira a entrevista

O cancelamento da Superliga já era esperado antes da reunião? Como o Curitiba Vôlei votou?

Já esperava o cancelamento por falta de data. Depois tem Sul-Americano, Olimpíada e várias competições. O mais prudente foi encerrar a temporada e eu votei a favor do término da competição.

A questão financeira também pesou para o cancelamento da Superliga?

O contrato também. A maioria dos contratos dos clubes termina em abril ou maio. Jogar a Superliga para frente sem saber se vai ter atletas era outra coisa difícil de se resolver. A decisão foi acertada. O Curitiba Vôlei, por precaução, já tinha pedido para as meninas voltarem para as suas casa e comprado passagem para a Claire nos Estados Unidos e a Maria Alejandra na Colômbia. Em primeiro lugar é o bem estar de todo mundo.

Na reunião da última quinta-feira, os clubes decidiram pelo fim do ranking das jogadoras e pelo aumento no número de estrangeiras. Qual sua opinião sobre esses dois assuntos?

Na última reunião, a CBV tinha passado para mim e para o Zé Roberto, do Barueri, que aceitaria a votação por e-mail. Só que quando foi colocado para os outros times, o Rio de Janeiro e outros times votaram que precisava ser presencial para escutar a opinião de cada um. Na reunião de hoje, eu votei para que terminasse o ranking e por três estrangeiras na competição. A Amandinha, representante dos atletas, questionou e falou da prioridade para atletas brasileiras, mas, no meu ponto de vista, o importante é ter uma Superliga forte e uma das competições mais fortes do mundo. Se a gente está falando de esporte em alto nível, tem que ter as melhores jogadoras. Quem não estiver nesse nível, tem que ter a consciência que precisa melhorar, fazer exercícios extras para brigar com as melhores.

Com o término da Superliga, começam as notícias sobre a saída e a chegada de jogadoras nos clubes. O que dá para falar sobre a próxima temporada do Curitiba Vôlei?

Eu já estou pensando nisso desde o começo do ano. Pensando em fazer um time mais competitivo, conseguir mais parceiros e empresas que patrocinem o Curitiba Vôlei. Muito mais que um time, nós somos um projeto. Temos um carinho muito especial com a sociedade, com as crianças. Desde janeiro, eu já venho planejando uma temporada ainda melhor da Superliga.

Tem alguma negociação para a permanência de jogadora ou membro da comissão técnica?

Não tem nada concreto. Agora, com calma, vamos ver caso a caso, conversando com cada membro da equipe e as atletas para ver quem vai permanecer e quem não vai. Com essa questão da pandemia, vai atrasar um pouquinho esse planejamento para a próxima temporada. A gente já está olhando para algumas estratégias.