Curitiba Vôlei votou a favor do cancelamento da Superliga. (Márcio Mercante)

A pandemia do covid-19, o novo coronavírus, também atingiu a elite do voleibol feminino no Brasil. Um dia depois dos clubes encerrarem a Superliga B, os clubes da primeira divisão também optaram pelo término da competição. Porém, nenhum time foi declarado campeão e a classificação final respeita a da fase de classificação.

Representante paranaense na Superliga Feminina, o Curitiba Vôlei votou a favor do término da competição. Apenas Minas e Sesi/Bauru queriam que a decisão fosse tomada após uma nova reunião. Como os contratos com as jogadores e a comissão técnica normalmente vão ate abril, os clubes não têm condições de manter os salários sem saber quando os jogos seriam retomados.

“Mais uma vez colocamos nossa opinião, pelo fim do campeonato visando o bem de todos os envolvidos, e demos direto de voto aos clubes. A maioria demonstrou pensar como a CBV e está decretado o fim desta temporada. Em relação a decisão pelo ranking e pelas estrangeiras, houve um equilíbrio maior na votação, mas também está tudo definido. Sentimos muito por ver a Superliga Banco do Brasil terminar dessa forma, mas sabemos que é absolutamente necessário”, declarou o Superintendente de Competições Quadra da CBV, Renato D´Avila.

O Curitiba Vôlei liberou as jogadoras e a comissão técnica antes mesmo da reunião. O clube só vai iniciar o planejamento para a próxima Superliga depois da redução dos casos do coronavírus.

Fim do ranking de jogadoras e aumento no número de estrangeiras

Outros dois assuntos foram debatidos entre os clubes na reunião desta quinta-feira. Depois da polêmica na primeira votação, as equipes decidiram pelo fim do ranking de jogadoras e ainda terão a possibilidade de contar com até três estrangeiras no elenco.