Pedro Moska, novo técnico do Curitiba Vôlei. (Reprodução/Instagram)

O Curitiba Vôlei já apresentou Pedro Castelli como treinador para a temporada 2020-2021. O novo técnico tem experiências por diversos clubes brasileiros e até mesmo no Cazaquistão. Em entrevista à Banda B, ‘Moska’, como é conhecido, falou entre os outros assuntos sobre a expectativa para o trabalho na equipe curitibana.

“Passei por muitas categorias de base, fui técnico na Superliga no Rio do Sul, auxiliar do Spencer [Lee], hoje auxiliar do Osasco, auxiliar do Rogério Portela, técnico do Brasília, e trabalhei na equipe de Cuiabá na Superliga Masculina. Já fui técnico de seleção catarinense juvenil, trabalhei no Cazaquistão e fiz estágios na Suíça e Espanha. Faz tempo que estou rodando e buscando uma oportunidade para estar onde consegui chegar. Espero corresponder à altura para a equipe do Curitiba se dar bem na Superliga”, relatou o técnico.

Moska já teve uma experiência na Superliga por Rio do Sul, mas foi apenas por um turno. Agora, em Curitiba, ele terá a oportunidade de trabalhar desde o início da competição. “Em Rio do Sul, eu acabei assumindo o time no meio da temporada. Eu estava na França, voltei para o Brasil e fui chamado para um turno inteiro após a demissão do técnico. A novidade para mim é fazer um trabalho desde a pré-temporada, apesar da loucura do coronavírus e ter começado mais tarde. Estamos tentando fazer um bom trabalho de pré-temporada e vai ser uma experiência interessante neste ano, mas perigosa por estarmos expostos a isso. Com um protocolo bacana, vamos ver se a gente consegue fazer uma boa Superliga”, comentou.

Objetivo na Superliga

O Curitiba chegou nos últimos dois anos aos playoffs da Superliga e terminou em 8º lugar. O treinador revelou que nunca entra para perder, mas sabe que ainda precisa de reforços para completar o elenco. “Como objetivo até de vida, eu nunca entro para perder. Lógico que existem os favoritos da Superliga e a gente não pode brigar contra isso. Se perguntar qual a minha meta, é ser campeão. Não consigo entrar num campeonato, olhar para as minhas atletas e falar que o objetivo é ficar em oitavo. Você entra com mais sete dando uma complicada. Claro que tem equipes mais qualificadas, com mais tempo de treinamento e mais patrocínios. Não pretendo entrar contra nenhuma equipe para perder. Sendo realista de onde a equipe pode chegar, agora não consigo falar. A equipe ainda não está completa, em algumas posições a gente não contratou. Dependendo das peças, eu posso ter uma visão que a gente vai chegar mais longe ou não”, disse.

“A gente ainda precisa de mais uma ponteira e uma oposta. Oposta a gente não tem, ponteira tem duas e precisa de mais uma. Com essas duas atletas, a gente teria uma equipe para colocar em quadra. Com as meninas que já estão aí, é uma equipe bastante talentosa e habilidosa. O que faltaria para Curitiba seria mais duas jogadores de mais definição, uma ponteira de mais força e uma oposta. Vai ser uma equipe também com bom fundo de quadra. Os treinos de começo de temporada já nos mostram isso”, acrescentou.

Conversas com jogadoras

Moska ainda destacou que existem conversas com jogadoras, mas o Curitiba sofre com a vontade de algumas jogarem fora do Brasil. “A gente está conversando, mas está difícil com valor do euro e do dólar. Muitas atletas já saíram do Brasil e muitas ainda querem sair. Como não temos muito dinheiro e ainda precisando de patrocinadores para investir na equipe, ainda temos essa briga com o mercado externo. Tem algumas atletas que preferem esperar um pouco para ver se não vai surgir nada fora antes de fechar com Curitiba. Temos alguns nomes, mas prefiro não falar para não ideia para os outros”, explicou.

Experiência no elenco

O elenco do Curitiba conta com duas campeãs olímpicas: a central Valeskinha, que está desde o início do projeto, e a ponteira Sassá. O treinador destacou a importância das duas para o grupo curitibano. “A Valeskinha já conhecia pelo relacionamento que tive com as atletas há dois anos e a Sassá é a primeira vez que estou tendo contato. São duas pessoas incríveis, muito humildes e dão exemplo nos treinos. É muito importante as atletas, que estão no elenco, olharem para elas e tentarem se espelhar como exemplo de onde podem chegar. É um privilégio trabalhar com essas duas e é um privilégio para o Curitiba ter as duas no elenco”, concluiu.