Quem precisa comer fora de casa já sentiu que ficou mais salgado. Uma pesquisa da Ticket, marca de benefícios de refeição, mostrou que, na região Sul, comer fora ficou quase 40% mais caro entre 2013 e 2022, com preço médio de refeição a R$ 36,97.

Aumento tem feito com que os consumidores mudem os hábitos. Mas quem não tem outra saída tem que pagar mais caro, mesmo com o vale refeição não acompanhando a subida dos preços.
Segundo a pesquisa, em 2013, comer fora de casa custava cerca de R$ 26,55, em média, nos estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Em 2022, o valor saltou para R$ 36,97, uma alta de 39,2%.
Na média nacional, a variação foi de R$ 27,40 para R$ 40,64 no mesmo período. Esse percentual representa 48.3% de aumento no preço das refeições em 10 anos.
Poderia ser pior?
Apesar do aumento, o avanço do preço médio das refeições registrado na pesquisa poderia estar pesando ainda mais para os trabalhadores, pois está abaixo das correções inflacionárias.
Dados do IBGE mostram índice acumulado de 73,8%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Se corrigido de acordo com a inflação, a refeição completa custaria, em média, R$ 46,15 no Sul.
Segundo o diretor-geral da Ticket, Felipe Gomes, esse aumento mais expressivo ainda não aconteceu porque, provavelmente, os restaurantes estão segurando as pontas.
“Os estabelecimentos têm se esforçado para não repassar o valor do aumento dos alimentos para o consumidor final. Também têm se desdobrado, além da diversificação e ampliação de seus canais de venda, para atravessar esse cenário desafiador com os impactos da pandemia”.
Aumentou na pandemia
Almoçar fora de casa ficou 17,4% mais caro para o trabalhador brasileiro durante a pandemia, indica pesquisa da ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador). A alta de 17,4% (ou R$ 6,02 a mais) vem dessa comparação.
Conforme o levantamento, uma refeição completa – comida, bebida, sobremesa e café – custou R$ 40,64, em média, de fevereiro a abril deste ano no país. Às vésperas da crise sanitária, o valor era de R$ 34,62, segundo a edição anterior da pesquisa, feita entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020.
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