O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou aos prefeitos da região metropolitana de Curitiba, durante o Fórum Metropolitano de Saúde, organizado pela Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba), que o Hospital do Rocio, em Campo Largo, receberá 52 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na semana que vem. Além disso, durante o encontro na manhã desta quarta-feira (17), comentou sobre uma iminente falta de anestésicos para a intubação de pacientes graves da covid-19.

(Foto: AEN)

 

“Semana que vem vamos construir mais 52 leitos de Unidade de Terapia Intensiva no Hospital do Rocio, porque infelizmente aqui na região a ocupação está passando dos 70%. Isso é fruto do movimento de idosos por aposentadorias, saque do auxilio emergencial, Dia das mães e dos Namorados. De 30 casos por dia, passamos para 100 a 400. A tendência é de uma espiral ascendente. Se não houver as medidas de distanciamento, vai continuar subindo”, relatou Beto Preto aos prefeitos.

De acordo com o secretário, ontem foi um dia tenso, porque o Paraná chegou ao ponto de estar à beira da falta de anestésicos para a intubação de pacientes. “O Governo Federal demorou para tomar decisões, agora está mais rápido, e a Organização Panamericana de Saúde fará uma compra emergencial para todo o Brasil, para que os pacientes tenham acesso ao anestésico para o relaxamento muscular e intubação. De uma hora para outra, a briga que era por um respirador passou para uma questão anterior, que é do medicamento para a UTI”, explicou.

O secretário falou que as mudanças no decreto, que será divulgado na sexta-feira, serão para diminuir a movimentação de pessoas, mas não se trata de lockdown (bloqueio total) neste momento. “Teremos algumas medidas como a redução de horário de comércio, funcionamento dos shoppings no fim de semana, proibição de vendas de bebidas e de crianças em mercados, além do uso do transporte coletivo por menores de doze anos e idosos acima de 60 anos”, admitiu.

Medidas

Entre as medidas em estudo estão escalonamento das atividades comerciais para evitar aglomerações em horários específicos; escalonamento dos funcionários terceirizados das administrações municipais; fechamento dos shopping centers aos finais de semana; proibição do ingresso de crianças menores de 12 anos em supermercados; reforço na orientação de isolamento social para idosos com mais de 60 anos; proibição de consumo de bebidas alcoólicas nas ruas depois das 22 horas; e proibição de aglomerações em pátios de postos de combustíveis, praças e parques.

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