O portal Banda B conquistou o primeiro e o segundo lugares na categoria reportagem escrita do 5º Prêmio Femipa de Jornalismo em Gestão da Saúde. A cerimônia aconteceu nesta quinta-feira (21), durante a cerimônia de encerramento do 16º Seminário Femipa, e premiou os jornalistas Francielly Azevedo e Lucas Sarzi, responsáveis pelas reportagens.

Conforme a organização do Prêmio Femipa, a premiação bateu recorde: foram 37 trabalhos inscritos. Nesta edição, o tema principal foi “Hospitais filantrópicos: fortalecendo a saúde do Paraná”, envolvendo questões como fazer mais e melhor; sustentabilidade econômico-financeira; fazer a diferença; empreendedorismo; inovação; proatividade; tecnologia; melhoria de processos; gestão eficiente; ESG; e políticas de Saúde.
As duas reportagens premiadas trataram de assuntos bem distintos: uma delas acompanhou a rotina de trabalho no Hospital Cajuru e a outra falou sobre os cuidados paliativos – primeiro e segundo lugares, respectivamente.
“Nós noticiamos todos os dias acidentes e situações de crimes que são encaminhadas ao Hospital Universitário Cajuru, via Siate ou SAMU. Veio daí a ideia de mostrarmos às pessoas o que acontece lá dentro. Acredito que, além da curiosidade, é também um serviço, uma forma de contarmos para quem nos lê como é a rotina dentro de um hospital, pois muita gente sequer imagina”
comentou Lucas Sarzi.

Nessa reportagem, os dois jornalistas acompanharam a rotina na instituição, que é referência no atendimento de traumas e transplante renal, com atuação 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e viram de perto exemplos de amor e superação.
“O jornalismo é feito de contar histórias, e é muito gratificante quando temos a oportunidade de mostrar exemplos de superação, pessoas que não medem esforços para salvar vidas. Alegria maior ainda é ver esse trabalho reconhecido em um prêmio tão importante como o da Femipa”
comentou Francielly Azevedo.

Cuidados paliativos
Já a outra reportagem buscou tratar com delicadeza e desmistificar um tema considerado “tabu” por muita gente, que são os cuidados paliativos. Através de vários elementos, os jornalistas mostraram que Curitiba se tornou referência, com o primeiro hospice a receber selo do mais alto nível.
“Tem muita gente, inclusive nós mesmos, que desconhece que o cuidado paliativo não é sobre morte, mas sim sobre vida. Confesso que a mesma emoção de quem leu a reportagem é a nossa ao tratar do assunto. Ver o nosso trabalho recebendo esse ‘aval’ de um prêmio importante, feito por quem entende muito do assunto, é um grande presente”
definiu Lucas Sarzi.
Francielly Azevedo, que já teve câncer, comentou que tratar do assunto é sempre de seu interesse, principalmente para mostrar às pessoas os avanços da medicina. Seja para um tratamento de cura, como também para um cuidado especial para que a pessoa possa viver bem.
“Só quem já esteve do outro lado desse balcão consegue entender a necessidade de falarmos sobre o assunto. E não é só sobre câncer, mas também sobre todas as doenças que podem nos deixar ‘fora de combate’. Quem passa por isso e quem está próximo a essas pessoas precisa de apoio, e esse também é o papel de um jornalista”
concluiu Francielly Azevedo.

Denise Mello, a diretora executiva da Banda B, destacou a relevância que o jornalismo da rádio e do portal vem conquistando ao longo dos anos. Ela reforçou que isso é um trabalho incansável de toda a equipe.
“Estamos muito felizes com essa premiação dupla, que vem para reforçar nossa certeza que o caminho é esse: oferecer reportagens de qualidades sobre temas que afetam o dia a dia das pessoas, principalmente relacionados à saúde. Parabéns aos organizadores e um parabéns bastante especial para a Fran e o Lucas, grandes profissionais que temos orgulho de ter em nossa equipe”
considerou Denise Mello.
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