Os policiais civis do Paraná estão em mais um dia de manifestação, nesta quinta-feira (29), em todo o Estado. A mobilização é encabeçada pelo Sinclapol (Sindicato das classes policiais civis do Estado do Paraná). Em carreata, os policiais percorreram um trecho da Avenida Presidente Getúlio Vargas, no bairro Água Verde, em Curitiba. A caminhada partiu da sede do sindicato, no bairro Vila Izabel, até a Casa Rosada, onde fica o Departamento da Polícia Civil.

Foto: Colaboração/Banda B.

A decisão da manifestação aconteceu em Assembleia Geral realizada no início da tarde de terça-feira (27). Os policiais estão com atividades paralisadas por 48 horas.

Em entrevista à Banda B, a presidente do SINCLAPOL, Valquiria Gil Tisque, disse que a paralisação é um protesto contra o projeto de lei encaminhado pelo Governo do Paraná à Assembleia Legislativa (Alep) tratando da reestruturação de diversas carreiras no âmbito da administração pública, incluindo a PC.

“O projeto foi levado à Alep sem consultarem os sindicatos de categoria, sem nenhum tipo de negociação conosco. Esse projeto muda as nossas vidas e das nossas famílias. Apresentamos propostas de emendas tanto aos deputados, como para o Departamento da Polícia Civil, mas não houve sucesso até agora. A proposta trará impactos na questão dos salários e prevê, por exemplo, 160h de trabalho em regime de sobreaviso, além da nossa carga de trabalho, sem ser remunerado. Isso são condições análogas à escravidão”

criticou a presidente do SINCLAPOL.

O que diz o Governo?

O Governo do Estado já apresentou ao Sindicato dos Investigadores a nova tabela salarial. No topo da carreira o salário saíra de R$ 11 mil para R$ 22 mil em 2026, um aumento de 100%. Do meio da carreira até o final dela os aumentos vão variar entre 32% e 81%. Além desses percentuais, ao longo do processo de reestruturação, que começou em 2022, a categoria já recebeu 9% de aumento, em média.

Além disso, no sistema antigo menos de 5% conseguiam chegar no topo da carreira. Na proposta atual, todos os policiais vão conseguir alcançar as promoções para chegar ao topo da carreira.

A gestão estadual também explicou os motivos da fusão dos cargos de investigador e escrivão para agente de polícia judiciária, que ocorrerá apenas de maneira administrativa e sem sobrecarga de trabalho, considerando que permanece a mesma jornada de trabalho de 40 horas semanais.

Foto: Colaboração/Banda B.

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Em protesto contra reestruturação de carreiras, policiais civis fazem caminhada em Curitiba

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