Novas imagens de câmeras de segurança divulgadas nesta segunda-feira (01) mostram o início da polêmica abordagem feita durante procedimentos da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), no dia 22 de outubro. Na ocasião, Stephany Rodrigues, dona de uma hamburgueria, acabou agredida pela equipe policial.
Nas imagens, é possível observar o motoboy que trabalha na hamburgueria, na rua Raul Pompeia, no bairro CIC, sendo retirado à força pelos policiais de outra casa da região. Segundo sua defesa, ele estaria fumando narguile com amigos. Assista abaixo:
Por conta desta ação, Stephany começou a filmar a abordagem e questionar os policiais. “Vocês passaram dos limites! Ridículos”, repete ela durante a gravação. O celular é derrubado na rua e, após a queda, um homem pega o aparelho e continua as filmagens. É neste momento que as agressões contra a empresária acontecem. As cenas repercutiram nacionalmente.
Acusação
Em nota, o advogado Igor José Ogar, que representa a empresária e o motoboy, afirma que irá buscar responsabilizar o capitão e o sargento da Polícia Militar envolvidos, no âmbito administrativo, civil e criminal.
“As imagens na íntegra, mostram de forma incontestável, que o capitão Ronaldo Carlos Goulart, se dirige a uma residência privada, e após observar o motoboy da hamburgueria fumando narguile, o que não é crime algum. De forma abrupta, constrangedora e ilegal, arranca o motoboy pelo colarinho de dentro da residência privada. Derrubando o portão em cima de um veículo particular”, diz trecho do texto.
O comércio de Stephany havia sido fechado por estar com a ocupação acima da capacidade permitida por decreto municipal. O local foi multado em R$ 30 mil por conta do descumprimento e, também, por não fornecer álcool gel.
Defesa
O advogado Cláudio Dalledone Júnior, que defende o sargento e o capitão envolvidos no caso, afirmou que a filmagem da empresária Stephany Rodrigues durante o procedimento da Aifu foi uma ação orquestrada para intimidar a força policial.
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O capitão Ronaldo Goulart, responsável pela Aifu, ressaltou que o uso da força foi necessário para que a empresária fosse contida. Ainda, segundo ele, a mulher agiu de forma ‘desequilibrada’.
Um procedimento interno foi instaurado pela Polícia Militar para apurar a ocorrência.
