(Foto: Reprodução)

 

O motorista que destruiu o carro de uma estudante de Biomedicina, de 24 anos, durante uma discussão no bairro Santa Quitéria, em Curitiba, se diz arrependido da atitude que tomou. Ele nega que tenha perseguido a jovem e afirmou que “perdeu a cabeça” quando ela teria tentado fugir para não pagar o conserto do carro dele.

O caso teve início na última sexta-feira (11), quando a universitária colidiu contra a traseira do veículo do rapaz, um vendedor de 37 anos, em um semáforo na Avenida Silva Jardim. “O sinal fechou e ela bateu atrás do meu carro. Como foram só danos materiais, decidimos nos acertar entre nós. Ela foi comigo fazer o orçamento do conserto e concordou em pagar”, contou o motorista, que preferiu não se identificar, em entrevista à Banda B na nesta quinta-feira (17).

Segundo ele, tudo estava certo até receber uma ligação do mecânico, dizendo que a jovem não havia transferido o dinheiro para pagar pelo serviço. “Nisso, eu tentei conversar com a motorista, mas fui bloqueado. Como ela não cumpriu com a palavra, fui até a faculdade onde ela me disse que estudava e esperei o fim da aula. Cheguei numa boa para conversar, para ver se a estudante precisava de mais prazo para conseguir o dinheiro, mas ela ficou fugindo, não queria arcar com os custos”, completou.

Foi nesse momento que o vendedor perdeu a cabeça e, com pedras e um pedaço de ferro, destruiu vidros, o para-brisa e parte da lataria do veículo da universitária. “Eu não sei explicar o que aconteceu, mas deu no que deu. Eu disse para ela que abriria mão dos dias trabalhados e que ficaria só o conserto de R$ 800, que a gente conseguiu baratear, porque seria originalmente R$ 1,2 mil. Eu só queria arrumar o meu carro porque preciso dele para trabalhar, de jeito nenhum estava extorquindo a mulher, como foi dito por muita gente”.

A universitária registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) sobre o caso e divulgou nas redes sociais fotos e vídeos do momento em que o motorista destruía o carro. O vendedor declarou que já procurou um advogado para a defesa. Inicialmente, a reportagem havia recebido a informação de que o condutor envolvido era do aplicativo Uber, o que foi desmentido pelo rapaz.

A Banda B entrou em contato com a estudante na manhã de hoje, mas ela preferiu não gravar entrevista.

 

 

 

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