Justiça nega liberdade a suspeito de esfaquear clientes em bar e determina prisão preventiva

Na decisão, o juiz afirma que a liberdade do suspeito representa "risco concreto à ordem pública"

Rodrigo Schievenin

O juiz Henrique Kurscheidt, do Foro Central da Região Metropolitana de Curitiba, negou o pedido de liberdade do jovem de 27 anos que esfaqueou quatro pessoas no Distrito 1340, no bairro Campina do Siqueira, em Curitiba, na madrugada deste sábado (22). O magistrado ainda decretou, neste domingo (23), a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

Foto: Banda B

Na decisão, o juiz afirma que a liberdade do suspeito representa “risco concreto à ordem pública”.

“Segundo depoimento prestado pelos policiais militares que realizaram a prisão em flagrante, o autuado teria relatado, na viatura, que pretendia se matar e acreditou que, praticando o crime, outras pessoas iriam lhe matar. Evidente, portanto, que a liberdade do autuado implica em risco concreto à ordem pública, que deve ser evitado com a decretação de sua prisão cautelar”, disse o juiz.

Além do mais, Kurscheidt acolheu o requerimento do Ministério Público em audiência e determinou que seja expedido ofício ao Complexo Médico Penal, em caráter de urgência, para que seja dada continuidade ao tratamento psicológico e psiquiátrico que o suspeito afirmou realizar.

Depoimento

Em depoimento à Polícia Civil, o jovem afirmou que surtou e não lembra do momento em que atacou os clientes do local. Três pessoas ficaram feridas, um delas em estado grave, e outra, Mauri José Glus, de 50 anos, morreu por conta das facadas.

À delegada, o suspeito revelou que sofre com distúrbio de personalidade e que toma remédios psiquiátricos, além de fazer acompanhamento psicológico desde o ano passado. Ele estaria há uma semana sem tomar seus remédios.

Ao ser questionado se conhecia as pessoas que foram esfaqueadas, ele disse que não tinha nenhum tipo de relacionamento com elas e que não tinha motivos para atacá-las.

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