O Memorial da Banda B desta semana é uma homenagem a Edgard Pilato, que morreu aos 83 anos. Nascido e criado por uma tradicional família de Campo de Santana, no Tatuquara, em Curitiba, se dedicou à olaria, como era comum na região há 60 anos. Depois trabalhou como inspetor de aluno no Colégio Estadual Guilherme Pereira Neto, onde ficou até se aposentar.

Foto: Arquivo da família.
Na escola, ganhou o apelido de Dega. Era o Tio Dega. E assim era chamado por moradores da região das mais variadas idades. Ele foi casado por 47 anos com Diva Morais Pilato, falecida há 15 anos, e com ela teve dois filhos: Edgard e Guinga. Segundo a filha, Dega foi um homem simples, honesto e viveu para deixar o exemplo de como a vida deve ser vivida.
“É um respeito que as crianças na época, que estudaram ali, até hoje. Hoje já são até avós. E diziam: ‘Olha tio, você foi um exemplo pra nós, quando precisava corrigir você corrigia’. Ele era brincalhão, fazia pegadinha. Então, o que marcou a existência do meu pai foi a alegria. Não tinha um lugar que chegasse e quando saísse não estava todo mundo rindo”,
conta Guinga.
Tio Dega gostava muito de música. “Era craque em pandeiro, sanfona. Quando tinha uma festa, podia saber que estava seu Dega no pandeiro, na gaita”, recorda a filha.

Foto: Arquivo da família.
O pai era tão festeiro, conta ela, que não queria nada de tristeza no dia de sua despedida e pediu alegria e música no seu velório. “Ele dizia assim: ‘Quando eu morrer, quero que toque Chão Batido. É uma música gaúcha. Aí um amigo dele se dispôs a fazer no dia do velório e tocou Chão Batido pro meu pai”.
Edgard Pilato morreu no dia 1° de maio. Ele deixou dois filhos e três netos.
Faça uma homenagem
Você também pode indicar uma pessoa querida e que se foi nos últimos dias para uma homenagem aqui no Memorial da Banda B. Basta nos enviar um e-mail, com nome do ente querido, data do falecimento e um contato de telefone. Ou envie uma mensagem para o Whatsapp (41) 99111-1417.
Clique aqui para ver a lista de falecimentos do dia.