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Desde pequena, Larissa* tinha a impressão de que todas as amigas da escola tinham mais dinheiro e eram mais bonitas do que ela. Quando chegou na faculdade, ganhou um cartão de crédito do pai que era para emergências, mas um dia se viu comprando roupas e presentes para a família toda com ele.

Já na vida adulta, após uma rotina estressante no trabalho, se deu ao luxo de gastar US$ 800 em uma bolsa e mais US$ 120 em outra em uma breve passagem por Nova York – dois itens que ela tinha certeza de que precisava e de que “merecia”. Resultado? Dívidas e mais dívidas no cartão de crédito.

 

Essa é uma das histórias apresentadas em uma reportagem da BBC Brasil sobre os chamados “gastadores compulsivos” , que caracterizam uma doença pouco conhecida e geralmente ignorada pelas próprias vítimas dela. São homens, mulheres, jovens, velhos, mais ricos ou mais pobres, que têm em comum um passado com problemas sociais e/ou psicológicos, e encontraram no cartão de crédito o alívio e o prazer momentâneos de que precisavam.

“É bem parecido com a dependência química. Você começa a fumar primeiro com o cigarro dos amigos, depois vai comprar seu próprio maço, até passar a fumar todo dia. Você percebe uma expansão daquele comportamento na vida da pessoa. Não é o objeto em si, mas é o ato de comprar”, explicou a psicóloga Tatiana Zambrano, psicóloga que atua nesta área há 14 anos e é coordenadora do tratamento para compradores compulsivos no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Para ler a reportagem completa da BBC Brasil com outros casos e a explicação do que é esta doença, clique aqui

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