Após a reclamação de taxistas sobre as atividades de motoristas de aplicativo em Curitiba, agora é a vez de uma ‘queda de braço’ entre plataformas de entrega de comida e a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrapar). O órgão tem criticado o que considera uma ‘forma irregular’ com que muitos restaurantes parceiros dos aplicativos tem desempenhado suas atividades.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em entrevista à Banda B, o presidente da associação, Fabio Aguayo, afirma que a inexistência de regulação das medidas sanitárias por parte do poder público e a falta de suporte a entregadores têm sido as maiores críticas da categoria.

“Nossa primeira preocupação é com a saúde pública. Queremos combater estabelecimentos clandestinos que abrem ‘portinhas’ e que não seguem todas as exigências básicas. O cadastramento nesses aplicativos não checa isso e muitos locais inadequados estão vendendo comida para a população”, afirmou à reportagem.

Segundo ele, essa concorrência desleal prejudica empresários do setor alimentício que cumprem todas as exigências das legislações municipais, estaduais e nacionais. Aguayo ainda relembrou o caso do entregador que morreu após passar mal e ser ignorado pela plataforma com a qual trabalhava.

“Ficamos preocupados, porque esses parceiros não podem ser abandonados, sem assistência. Esse caso de São Paulo comprova uma falha da nossa categoria e desses aplicativos, que simplesmente ignoraram uma pessoa em necessidade”, acrescentou.

Legislação

Atualmente, Curitiba não conta com uma legislação que obrigue os aplicativos e o poder público a monitorar a ação dos restaurantes que entregam suas mercadorias via smartphone. A Banda B entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba sobre possíveis estudos de uma regulamentação do serviço de aplicativos de comida no município, mas ainda não obteve uma resposta. O espaço continua aberto.

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