Um cachorro foi atacado por uma capivara, na tarde desta terça-feira (02), no Parque Barigui, em Curitiba, e o momento registrado em vídeo, divulgado pela Banda B, viralizou nas redes sociais. Com o episódio, se levantou a dúvida, quais são os limites e melhores formas de convívio com esses animais tão presentes nos parques da capital? A reportagem fez contato com a Prefeitura de Curitiba para esclarecer essas questões.

Foto: Orlando Kissner/SMCS

O diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo, afirmou à Banda B que é preciso entender, antes de tudo, que as capivaras são animais selvagens e não passaram por um processo de domesticação como cães e gatos.

“São animais nativos da região, ou seja, não foram colocados no parque. São animais de vida livre. O que temos destacado é que a convivência precisa acontecer em harmonia, porém lembrando que eles continuam sendo animais selvagens, não passaram por um processo de domesticação como cães e gatos. Mesmo os pets que convivem tão próximos da gente às vezes ainda causam alguns acidentes reagindo de forma mais agressiva ou defensiva”, disse Evaristo.

Distância

A recomendação do diretor da Prefeitura é manter uma distância de pelo menos dois metros das capivaras. Nas redes sociais, muitos usuários gostam de postar fotos e vídeos com o mascote da cidade, o que pode ser um risco para as pessoas e para os animais.

“São animais que estão em alta e as pessoas gostam bastante deles, mas não se deve jamais tocar, porque não há como prever a reação do animal. Está na moda publicar vídeos nas redes fazendo carinho nas capivaras, felizmente aqueles animais reagiram de uma forma tranquila ao toque, naquele momento, mas não é a regra”, explicou Evaristo.

Se a fêmea do animal estiver cuidando de filhotes, por exemplo, qualquer movimento brusco pode ser entendido como uma ameaça às crias e, como são roedores com grandes dentes, um ataque das capivaras pode provocar ferimentos graves, segundo Evaristo.

Pets

O risco é ainda maior quando a população se aproxima junto de seus pets.

“É quase certo que vai dar problema. Os pets não devem se aproximar desse animais selvagens por uma questão de saúde e segurança. A capivara entende um cachorro como um predador, e aí não tem como o comportamento ser positivo”, afirmou o diretor da Prefeitura.

Com a aproximação também existe o risco da transmissão de zoonoses, ou seja, doenças transmitidas entre animais e pessoas.

Apesar dos cuidados, as capivaras são animais pacíficos e problemas como o registrado na terça-feira são raros.

O caso

Um cachorro quase foi atacado por uma capivara na tarde desta terça-feira (2), no Parque Barigui, em Curitiba. Vídeo recebido pela Banda B mostra um cão da raça American Bully se aproximando de uma capivara em frente ao Rio Barigui. Esses pets são naturalmente mais dóceis e costumam ter muita energia.

Nas imagens é possível perceber que a capivara se sentiu ameaçada na medida em que o cachorro se aproximou. Quando o animal tenta atacar, o cão é rapidamente salvo pelo seu tutor. A capivara estava próxima de um dos seus filhotes no Rio Barigui, o que pode ter motivado o ataque.

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