O mundo da música independente possui inúmeros bons artistas, mas que lutam por um espaço em meio a um turbilhão de barreiras. Nem sempre é fácil. Mas é para quebrar um pouco o paradigma de que não é possível fazer música sem grandes apoiadores e patrocinadores que a cantora curitibana VERO chega, nesta sexta-feira (20), com o lançamento do EP Amormaço.

Foto: Maju Tohme/Divulgação.

O disco não é o primeiro da artista, que em 2021 meteu os pés na música independente e lançou seu primeiro trabalho, Contrapranto. Neste novo trabalho, porém, a compositora e performer convida a uma jornada íntima, calorosa e intensa, mergulhando nas complexidades das emoções amorosas, explorando uma estética cada vez mais madura de seu próprio trabalho.

O EP é uma transição natural na carreira de VERO, explorando a existência do amor desde suas formas mais e difíceis até seu lado maduro. A cantora e o produtor lucasbin buscaram neste trabalho um estilo mais específico, com fortes influências de R&B, em que cada faixa conta uma história de forma envolvente.

“Esse EP é uma transição entre um amor sofrido, dolorido, aquele amor que vemos e romantizamos tanto nos filmes e novelas, para um amor que faz crescer, um amor quentinho, gostoso, aconchegante. As músicas são como se sentar em um parque e sentir a luz do sol bater na pele”

resume a artista

Aos 25 anos, VERO conta que antes da música, sempre escreveu muito. Começou com quadrinhos, livros, histórias, isso desde criança.

“E em algum momento comecei a escrever letras de músicas. Aos 11 anos entrei no coral da igreja em Guarapuava [onde cresceu], e foi lá que acabei vendo que eu podia cantar. Me aprimorei muito lá dentro, aprendi a cantar em canto coral, e de uma forma ou de outra foi o que me levou pros caminhos que estou trilhando hoje”.

conta a cantora

A família também sempre apegada à música fez com que VERO pudesse entender cada vez mais seus dominíos e aflorar seus conhecimentos.

“Meu avô vivia grudado no violão, e meu padrinho acabou herdando isso dele, além de minha mãe tocar piano e meu pai violão. Meus pais também sempre curtiram MPB, rock, samba, e vários outros estilos que me influenciaram. E daí em diante, tendo essa base, fui achando minhas próprias referências e gostos pessoais”

lembra VERO

A música ganhou força, e vontade de se tornar também trabalho, quando, em 2017, a artista entrou para o grupo de MPB da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“Participei da criação do Coro Cênico de Curitiba, porque tive contato com toda a classe artística, e formei amizades que foram me impulsionando a colocar minhas criações no mundo. Em 2020 eu e o lucasbin decidimos nos unir e começar a fazer isso acontecer”

Em 2021 a dupla lançou um álbum de 10 canções autorais, que já caminha para 100 mil audições apenas no Spotify, além de 4 videoclipes, shows online, entre outros projetos. 

Foto: Maju Tohme/Divulgação.

Inspirações e motivações

Boa parte das inspirações que construiram o gosto e a essência musical de VERO são do Brasil. Não por menos seu som traz elementos que comprovam isso.

“É bastante coisa, eu sempre fui de gostar de muitas coisas diferentes. Mas basicamente as principais são Os Mutantes, Liniker, Céu, Marina Sena, Maria Beraldo, Letrux, Solange, Milton Nascimento. Mas também gosto de Billie Eilish, Beatles, Queen, Fleetwood Mac… E por aí vai”.

Ser independente não é das tarefas mais fáceis. Inclusive por isso VERO ainda batalha pela conquista de seu espaço e do reforço do nome entre o meio musical. O que a motiva a fazer música mesmo com todas as dificuldades? Inexplicável.

“É sofrido, é trabalhoso, é cansativo, é ingrato. Mas é impossível não fazer. Simplesmente assim rs. Eu não me sinto eu mesma sem cantar, sem escrever, sem estar ativa na cultura. É onde eu me sinto livre, à vontade, inteira”

revela VERO
Foto: Maju Tohme/Divulgação.

Novo projeto

Em Amormaço, um EP ao mesmo tempo plural e versátil, VERO busca mostrar um pouco mais de sua identidade musical, que a transforma em uma artista singular no cenário local e nacional. Ao todo, foram lançadas cinco músicas:

“Quero Lembrar” introduz o ouvinte com sua atmosfera experimental e etérea, uma reflexão sobre amores antigos e os momentos que se dissipam na memória. Em “Fala Aqui”, VERO explora a dança das descobertas amorosas, envolvendo os ouvintes em uma experiência aveludada e cheia de groove. “Fascínio” descreve o desejo com a intensidade de uma obra de arte. “No Sol” combina sensações de calor e psicodelia com harmonias dissonantes. Por fim, “Parei no Tempo” é uma canção pessoal que reflete o crescimento e os processos de vida. 

Além do lançamento do EP, está previsto um filme audiovisual que apresenta as músicas de Amormaço como um clipe contínuo, criando uma narrativa visual para complementar a experiência auditiva.

Show gratuito

A cantora também se prepara para um show de lançamento, intitulado O Jazz da VERO, no Conservatório de MPB de Curitiba, no domingo (22), a partir das 11h30, com entrada gratuita.

Foto: Maju Tohme/Divulgação.

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Conheça VERO, cantora curitibana de 25 anos que lançou ”Amormaço’, novo projeto independente

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