A Secretária de Meio Ambiente de Curitiba, Marilza Dias, afirmou que o sistema funerário da capital tem recebido ótimas avaliações dos usuários curitibanos, e que não houve erro de procedimentos no caso da família de Deise Lu Nazário Betcher, impedida de transportar o corpo da mulher de 35 anos, que morreu em Curitiba há três semanas.

Em entrevista à Banda B, a secretária reforçou que prestou todos os atendimentos necessários a Rinaldo Neto, irmão de Deise. “O irmão compareceu no dia 20 de julho e já no dia seguinte foi feito o sepultamento, não houve demora. A insatisfação da família foi de não ter conseguido levar o corpo para a cidade de Maracajá, mas isso não foi possível pois faltava uma documentação a ser entregue, prevista na lei municipal. Então oferecemos o serviço de sepultamento gratuito, pela moça ser moradora de rua”, contou Marilza.

Foto: Jaelson Lucas/SMCS

Denúncia

Sobre a denúncia dos Betcher, de que teriam sido abordados por um funcionário de uma funerária de Curitiba, que pediu o pagamento de R$ 1,5  mil para burlar o sistema de rodízio, a secretaria ressaltou que as propostas eram ‘absurdas’ e que jamais poderiam ser realizadas em Curitiba. “A forma que ele abordou o irmão é absurda. Ele não teria  a menor condição de fazer aquilo que ele estava prometendo, então era simplesmente uma tentativa de tirar proveito da situação. Inclusive, foram registradas algumas tentativas de burlar o sistema e não conseguiram”, afirmou.

A pasta do Meio Ambiente deve agora apurar administrativamente o caso, segundo Marilza. “Vamos abrir uma investigação para que, caso seja comprovada a irregularidade, seja aberto um processo administrativo e outro criminal, pois o agenciamento de cadáveres é crime. As penas vão desde multa até o cancelamento do contrato da funerária”, revelou à reportagem.

Ela ressaltou também que o sistema, muito criticado por associações estaduais e nacionais, é exemplo para outras cidades do país, que têm se espelhado nos protocolos curitibanos. “Esses métodos existem há muito tempo. Nós fazemos avaliação periódica dos serviços e há um índice muito grande de satisfação dos usuários, então temos certeza de que o trabalho está sendo bem feito”, analisou.

“Com essa legislação, evitamos o agenciamento de corpos e ainda com serviços tabelados, garantindo um atendimento igual em qualquer concessionária. As associações são contra porque querem que o agenciamento de cadáveres volte a acontecer em Curitiba. Esse assédio não vai voltar, ainda mais em um momento em que os familiares estão tão fragilizados”, finalizou a secretária.