Taxistas de Curitiba estão revoltados com atitudes da Prefeitura de Curitiba (Foto: Flávia Barros – Banda B)
Apesar da promessa dos taxistas de Curitiba, de realizarem um protesto contra a regulamentação dos aplicativos de transporte individual Uber e Cabify, oferecendo desde sexta-feira (18) corrida ao preço fixo de R$ 20, valor que pode ser dividido em até quatro pessoas, a custa de R$ 5 para cada, a Prefeitura diz que não registrou irregularidades nas corridas. Segundo a administração municipal, a situação é monitorada pela URBS e, até o momento, não foram constatadas irregularidades no transporte de passageiros.
O valor do ‘Taxi Solidário’ é apenas R$ 0,75 mais caro que a passagem de ônibus da capital (R$ 4,25), justamente para itinerários feitos pelo transporte coletivo, como da Praça Rui Barbosa até o terminal do bairro Portão. Os taxistas, sob a alegação de que a regulamentação dos aplicativos veio para ‘quebrar’ os taxistas, querem fazer o mesmo com relação ao transporte coletivo.
Motivos
Eduardo Fernandes, presidente da UTC (União dos Taxistas de Curitiba), explicou o motivo para a manifestação. “O decreto do prefeito Rafael Greca foi descabido e deixou a cidade de Curitiba perto de um caos, colocando em cheque toda a mobilidade urbana da capital. O táxi solidário é para mostrar à prefeitura como funcionará o sistema de transporte se nenhuma providência for tomada”, disse.
Fernandes revelou que a atitude foi tomada de forma independente pelos motoristas. “A organização é composta por vários taxistas e a UTC está dando apoio. Os trajetos acontecerão em pontos específicos. Durante a semana mais detalhes dos trajetos serão traçados, mas temos como exemplo da Praça Rui Barbosa até o Portão. O taxímetro vai funcionar normalmente e o passageiro será avisado que participará do Táxi Solidário”, descreveu.
Segundo o presidente da UTC, é revoltante a possibilidade da Prefeitura de Curitiba aplicar sanções para o taxista que realizar a ação. “Com o serviço legalizado, a prefeitura rapidamente define aplicar sanções”, resumiu.
Sobre a manifestação, a Prefeitura de Curitiba informou que por enquanto a Urbs, que regula e fiscaliza a frota de táxi na cidade, está monitorando se o protesto realmente vai acontecer.
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