O mundo está mais triste com a guerra que acaba de explodir na Europa. A Rússia invadiu a Ucrânia. São mais de 200 mil soldados russos caminhando através das fronteiras ucranianas destruindo tudo o que vêem pela frente. O horror de uma guerra global, como aconteceu no passado, preocupa a todos, principalmente pela Rússia ser uma potência nuclear e liderada por uma pessoa com claros sinais de desequilíbrio emocional e complexo de inferioridade.

Putin é um ditador. Promoveu mudanças na Constituição do seu país para permanecer no poder até 2036. Na Rússia não existe oposição e aqueles que se atrevem a questioná-lo ou são presos ou são mortos. Ele sonha em remontar a grande União Soviética do passado, e para isso pretende reconquistar à força os países que conseguiram a sua independência.

Mas no que essa guerra pode prejudicar o Brasil?

Apesar de estarmos do outro lado do oceano, bem distantes da confusão, vamos sentir primeiro no bolso as consequências da guerra. O barril do petróleo passou dos 100 dólares e a moeda americana que estava baixando voltou a subir e desvalorizar o nosso real. O aumento no preço do combustível reflete em toda a cadeia produtiva, principalmente nos alimentos, que vão aumentar de preço e sacrificar principalmente aqueles que mais precisam.

O Brasil é um grande parceiro econômico da Rússia. Exportamos carnes e grãos para eles. Compramos muito fertilizante e agrotóxicos para a nossa agricultura. Com o embargo econômico que está sendo proposto pelo resto do mundo, provavelmente, deixaremos de vender aos russos. Mais crise para a nossa frágil economia, que começava a melhorar depois de quase dois anos apanhando por conta da pandemia do coronavírus.

Para a coisa ficar ainda pior, nosso presidente Jair Bolsonaro fez aquela visita inútil à Rússia, saindo na foto com Putin, contrariando seus aliados, seus embaixadores e toda a comunidade internacional. O mais contraditório dessa história toda é que Bolsonaro se colocou no mesmo balaio dos chineses e venezuelanos, países que ele odeia e critica. É impossível de entender o nosso presidente. Ele tem um comportamento infantil: bastou alguém falar para não fazer, que ele vai lá, contra tudo e contra todos, e faz o contrário, sem medir as consequências.

Bolsonaro a cada dia que passa fica mais longe da sonhada reeleição. Os aliados estão indo embora da sua canoa. Uns se jogam no discurso fácil e na liderança das pesquisas do ex-presidente Lula. Outros buscam consolo na sonhada terceira via que bate cabeça no ego dos candidatos. E o povo, coitado do povo. Ele reza para que tudo não passe de um pesadelo e que ao acordar amanhã as coisas estejam melhores do que hoje.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.

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