Foi anunciada ontem a negociação do lateral esquerdo Gílson com o Grêmio. O atleta seguiu para Porto Alegre, onde realizou exames médicos, foi aprovado e seria apresentado oficialmente amanhã para a imprensa gaúcha. No entanto, o vice-presidente do Tricolor, Aramis Tissot, foi até a sala de imprensa da Vila Capanema agora a pouco para anunciar que não vai liberar o jogador.

Ao que tudo indica, Tissot não ficou satisfeito com esta negociação, por ela ter sido conduzida exclusivamente por Marcos Amaral, dono da Amaral Sports, parceira do Paraná, sem conssentimento da diretoria tricolor. Para ceder Gílson, o vice-presidente pediu R$ 300 mil pelo empréstimo até o fim do ano ou R$ 1 milhão pela venda dos direitos federativos do jogador.

“O que eu não admito no futebol é você procurar o jogador, fazer a cabeça dele e acertar salários. O Gílson não jogou nada contra o América e nós descobrimos que foi por isso. Eu não vou mais admitir empresário negociando com jogador sem passar pelo Paraná. Vista a carapuça quem quiser, e suma do clube porque não precisamos de gente prejudicando o Paraná aqui”, desabafou Tissot.

O vice-presidente admitiu que Marcos Amaral já ajudou muito o Paraná, mas que daqui pra frente as negociações vão ser tratadas pelo Paraná, pois nenhum empresário vai poder falar em nome do clube: “Eu acho muito engraçado sair daqui, ir pra Porto Alegfre negociar com o Grêmio. Se o Grêmio quer o jogador, o Grêmio que nos procure de uma vez. Do jeito que o Grêmio quer, nós não vamos aceitar essa negociação”.

Tissot já ligou para Gílson e pediu para ele retornar para Curitiba, pois tem contrato de mais três anos com o Paraná e precisa cumpri-lo. “Tem um jogador do Grêmio que nos interessava, e nessa negociação de empréstimo do Gílson esse jogador viria. Mas a negociação não sai, o jogador não vem e vamos atrás de outros atletas sem problema nenhum”, completou o dirigente.

Além disso, ele reclamou de Marcos Amaral ter dito na imprensa que contrataria mais quatro jogadores para o Tricolor. “Ele falando de quatro jogadores é bobagem, ele está falando em nome do clube e quem faz isso é a diretoria e não um empresário”, afirmou Aramis Tissot.

Marcos Amaral se defendeu das acusações do vice-presidente e garantiu que não ofereceu Gílson ao Grêmio. “A negociação está nos detalhes finais. O Grêmio demonstrou interesse no atleta, e na segunda-feira pela manhã eu liguei pra diretoria do Paraná e os valores foram definidos, sendo que os direitos ficariam com o Paraná. O Gílson foi para lá, realizou os exames médicos e eu voltei para ter uma reunião bem tranquila com a diretoria”, disse.

O empresário, que está na Vila Capanema, vai se reunir com a diretoria paranista ao final do jogo e disse que já trouxe o contrato pronto de Porto Alegre, apesar dos dirigentes tricolores terem feito uma contra-proposta ao clube gaúcho: “Eu estou pensando no Paraná e no atleta, precisamos ver o que é melhor para o clube, não para o Grêmio. Eu não ofereci o atleta ao Grêmio. Eu não conversei com o jogador, primeiro falei com a diretoria na segunda-feira. A diretoria tinha conhecimento do interesse do Grêmio”.

De acordo com informações apuradas pela rádio Banda B, Gílson recebe atualmente um salário de R$ 6 mil no Paraná. A proposta do Grêmio é de R$ 35 mil mensais para o jogador.

Marcelo Toscano

De acordo com o dirigente, representantes do Vitória de Guimarães, clube português, estão na Vila Capanema para assitir o jogo de logo mais e acompanhar o desempenho do atacante Marcelo Toscano. “Existe uma negociação com o Toscano, e ele tem vontade de ir para Portulga. Não sou contra isso, e devemos definir isso até amanhã, é o prazo final”, disse.

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