A maioria dos brasileiros sente que o dinheiro está rendendo menos. Um levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (10) mostra que 67% das pessoas sentem que o poder de compra diminuiu em relação a 2025.

Notas de R$50 e R$100, representando o poder de compra do brasileiro que diminuiu
Brasileiros estão endividados e consideram que economia piorou e poder de compra diminuiu. Foto: Pexels

A percepção está diretamente ligada ao preço dos alimentos. Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados afirmam que os preços nos mercados subiram no último mês. Este número cresceu desde janeiro, quando 56% das pessoas afirmavam que os preços haviam subido naquele mês.

Pessoas sentem que poder de compra diminuiu e economia está pior

A pesquisa também revelou que quase metade da população avalia que a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses. Quando questionados sobre a situação da economia do país no último ano, 44% responderam que ela piorou, enquanto 20% disseram que melhorou. Outros 33% acreditam que ficou do mesmo jeito.

Apesar da avaliação negativa do presente, os brasileiros demonstram mais otimismo em relação ao futuro. Para os próximos 12 meses, 39% acreditam que a economia vai melhorar, contra 29% que esperam uma piora e 26% que projetam estabilidade.

Em contrapartida, o levantamento mostra que a maior parte da população brasileira está endividada. Somando quem respondeu que tem poucas dívidas com o grupo que relata ter muitas dívidas, o número total dá 69% dos respondentes endividados.

Atualmente, 46% afirmam ter poucas dívidas, enquanto 30% dizem não ter nenhuma. Já o grupo que relata ter muitas dívidas caiu para 23%.

Emprego divide opiniões

A pesquisa também investigou a percepção sobre o mercado de trabalho. Para 53% dos entrevistados, está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano. Já 36% avaliam que ficou mais fácil, enquanto 6% não perceberam mudanças.

A dificuldade para encontrar trabalho aparece como um dos fatores que ajudam a explicar a avaliação negativa sobre a economia e a perda de poder de compra apontada pelos entrevistados.

No entanto, a taxa de desemprego do Brasil hoje é uma das mais baixas dos últimos dez anos. Segundo dados de abril do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano ficou em 6,1%.

Dados da pesquisa

A Quaest, contratada pela Genial Investimentos, entrevistou 2004 eleitores entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro da pesquisa é de cerca de 2 pontos percentuais e há nível de confiança de 95%. Esta pesquisa está registrada sob o número BR-07661/2026.

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