O montanhista paranaense Gustavo Cordoni, que recentemente alcançou o cume do Monte Everest, revelou quanto foi preciso desembolsar na aventura e surpreendeu ao afirmar que vendeu o próprio carro e abriu mão da compra de um apartamento para tornar o sonho possível.

Foto montagem mostra o paranaense que escalou o Monte Everest. Primeira foto mostra ele com camiseta preta. Ele está sentado em uma cadeira. Segunda foto mostra o paranaense durante a escalada. Ele usa blusa laranja, está com touca, óculos e calça preta. Usa botas.
Paranaense que escalou Monte Everest revela detalhes dos gastos. Foto: Reprodução/Redes sociais @gustavocordoni

Segundo Gustavo, o investimento total para participar da expedição ultrapassa os R$ 300 mil quando convertido para a moeda brasileira. Ele explicou que apenas a expedição custa cerca de US$ 60 mil, sem incluir diversas despesas essenciais para a jornada.

“Para escalar o Everest, a expedição em si, custa mais ou menos US$ 60 mil. Isso só a expedição. Não incluiu a parte aérea, também não incluiu os equipamentos, não incluiu licença, seguro e outras despesas que vão vir”

iniciou Gustavo.

Paranaense vendeu carro para chegar ao cume do Monte Everest

Para chegar ao cume do Monte Everest e realizar um sonho tão alto, Gustavo conta que precisou abrir mão de alguns bens materiais.

“Tive que pagar muito do meu bolso, tive que vender meu carro, abdiquei de apartamento que poderia ter comprado”

afirmou o montanhista.

De acordo com o paranaense, existe outro lado da aventura: preço e logística. Além disso, ele reforçou que a verdadeira escalada começa antes mesmo de chegar ao Nepal.

“Escalar o Everest começa muito antes da montanha. Chegar ao cume é o objetivo. Mas vencer tudo o que vem antes também faz parte da escalada.”

disse.

Mais de R$ 50 mil em medicamentos e equipamentos

Gustavo também agradeceu pelas doações recebidas. Entretanto, se fosse para comprar todo o equipamento – dois sacos de dormir, macacão, bota tripla, Fleece, Anorak, segunda pele, luva, Miton, duas lanternas e dois óculos – ele avalia que o valor seria de quase US$ 10 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 51 mil.

“Por exemplo, também gastei quase mais de mil reais com medicamentos. A gente não tem medicamento no Nepal, assim a gente tem que levar o nosso próprio medicamento. Além de equipamento, eu recebi muita doação. Muito grato por isso!”

disse.

A preparação para permanecer cerca de 45 dias em uma das regiões mais extremas do planeta exige planejamento, disciplina e uma série de investimentos.

“Enfim, tem muita coisa que você tem que levar que é muito mais técnico, tem que levar sempre um sobressalente, tem que comprar duas lanternas, dois óculos. É muito caro!”

detalhou o montanhista paranaense.

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