Depois de enfrentar gelo extremo, ventos fortes, pedras caindo e até escapar por pouco de uma avalanche no Monte Everest, o paranaense Gustavo Cordoni concluiu, nesta sexta-feira (8), uma das fases mais importantes da expedição: o ciclo principal de aclimatação. Agora, o montanhista inicia a descida para o acampamento base antes da etapa mais aguardada, o ataque ao cume da montanha mais alta do planeta. Veja o vídeo abaixo.

A atualização foi divulgada nesta sexta-feira por Carlos Santalena, chefe da expedição GRADE, grupo responsável por conduzir os brasileiros na escalada do Everest.
“A equipe voltou do pé da parede do Lótus a 6.750 metros e o restante do grupo chegou ao campo 3 a 7 mil metros, sucesso total. O pessoal está se sentindo bem, é um dia muito duro, muito difícil, a parede estava com gelo, difícil de gramponar, não entrava grampom, parecia gato”
relatou Carlos Santalena.
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Segundo Santalena, o deslocamento durou cerca de oito horas e, inclusive, exigiu resistência física e mental dos montanhistas.
“Difícil, estava um dia duro, fizemos 4 estações hoje, muito calor, depois muito frio, depois muito vento, depois mais ou menos, então dia duro como sempre. As coisas não são fáceis, a gente vive uma vida inteira em poucos dias”.

Paranaense no Evertest: descanso antes de encarar o cume
Com a etapa concluída, enfim, a equipe com o paranaense no Everest agora retorna ao campo base para descanso e recuperação antes da subida definitiva rumo ao cume.
“O mais importante é que está concluído o nosso ciclo de aclimatação principal. Agora o objetivo é descer para o Base Camp, faz um descanso e gente vem para o ataque ao cume, se Deus quiser aí, vai rolar entre 17 e 23 de maio”.
Nas redes sociais e em relatos enviados durante a expedição, Gustavo Cordoni descreveu os desafios extremos enfrentados nos últimos dias. Segundo ele, o grupo encarou pedras de gelo despencando, vento intenso e condições severas de escalada até alcançar o Campo 3, localizado na faixa dos 7 mil metros de altitude.
A aclimatação, inclusive, é considerada uma etapa obrigatória para qualquer montanhista que pretende alcançar o topo do Everest. O processo permite que o corpo se adapte gradualmente à baixa concentração de oxigênio em grandes altitudes, reduzindo riscos graves à saúde.
Veja o vídeo desta sexta-feira:
Jornada do paranaense no Everest
Nos últimos dias, a jornada do paranaense no Everest ganhou ainda mais dramaticidade após Gustavo escapar por pouco de uma avalanche na Cascata de Gelo do Khumbu, um dos trechos mais perigosos do Everest. Durante a travessia, um enorme bloco de gelo, conhecido como “serac”, desabou muito próximo da equipe.
A aventura começou de forma intensa ainda na chegada ao Nepal. Gustavo foi o único integrante do grupo a conseguir pousar no Aeroporto de Lukla, considerado um dos mais perigosos do mundo, antes do fechamento causado pelas condições climáticas.
A expedição ao Everest faz parte de um projeto ainda mais ambicioso do montanhista paranaense. Gustavo Cordoni pretende escalar as 14 montanhas mais altas do planeta, um dos maiores desafios do montanhismo mundial.
Antes de iniciar a subida ao Everest, porém, ele já havia completado a escalada do Lobuche Peak, montanha com mais de 6 mil metros de altitude usada como preparação para o desafio principal.

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