Familiares da jovem Gabriela Iede Simões, de 27 anos, encontrada morta com sinais de espancamento e estrangulamento, em agosto de 2024, no bairro Cajuru, em Curitiba, se preparam para acompanhar a audiência de instrução e julgamento do caso, marcada para esta quarta-feira (9). A família pede justiça e teme que o crime seja esquecido.

O corpo da vítima foi encontrado pelo próprio pai, caído ao lado de uma casa de madeira, com uma mangueira enrolada no pescoço. Dois suspeitos do crime estão presos. Um deles, segundo a família de Gabriela, teria cometido outro feminicídio dias após a morte da jovem.

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Gabriela Iede Simões foi morta no dia 6 de agosto de 2024. Foto: Reprodução // Local onde o corpo foi encontrado. Foto: Djalma Malaquias/ Banda B

Em entrevista à Banda B, a irmã da vítima, Vitória Simões, reforçou o apelo por justiça.

“A gente quer ressaltar a importância da justiça ser feita, principalmente sobre o caso da minha irmã, porque a gente tem muito medo de tudo isso ficar esquecido. Foi uma morte muito violenta. Encontramos o corpo dela jogado do lado da casa do meu pai. Ela foi violentamente agredida”

disse Vitória Simões.

De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria se encontrado com os suspeitos no dia do crime. A princípio, a motivação estaria relacionada a uma dívida de drogas. A família, no entanto, questiona essa versão.

“A minha irmã tinha envolvimento com a droga, era usuária. Mas eu ainda acredito que tudo isso não seja verdade, acho que tudo isso foi premeditado, esquematizado”

afirma a irmã.

Ainda segundo o relato da irmã, Gabriela foi agredida por um casal, enquanto outra pessoa vigiava o local. Após o crime, os suspeitos teriam enrolado o corpo da jovem em uma manta, colocado em um carrinho de reciclagem e abandonado próximo à casa da família.

A revolta aumenta com a suspeita de que uma mulher envolvida no transporte do corpo esteja em liberdade.

“Sabemos que há mais uma mulher envolvida, e até onde sabemos, ela não está presa. Queremos que a justiça seja feita, não deixem esse crime ser esquecido”

ressaltou Vitória.

A audiência desta quarta-feira é vista pela família como um passo essencial no processo. Eles esperam que o caso tenha a devida atenção e não seja esquecido.

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