“Eu tô pagando, essa bost* não é de graça. Chama o gerente, eu não vou pagar essa merda que me atendeu. Chama essa filha da put* aqui. (…) Veio me tirar aqui no balcão. Ela é uma tonga, funcionária de bost*”, esbravejou Marcelo.
O dono do perfil que divulgou as imagens, Joel Paviotti, comentou sobre o vídeo na publicação: “Parece que humilhar trabalhadores é algo, não tão raro assim na vida dele”.
Após o depoimento, o delegado responsável pelas investigações explicou à imprensa que o inquérito policial está em fase inicial e que o suspeito seguira em liberdade por ora.
Suspeito de racismo e xenofobia se apresentou à Polícia Civil por volta das 16h30 – Foto: Eliandro Santana/Banda B
“A apresentação foi espontânea e ele veio acompanhado de dois advogados. Permaneceu em silêncio durante o depoimento e, por enquanto, vai responder em liberdade”, disse o delegado Nasser Salmen, do 7.º Distrito Policial.
Os advogados do empresário também afirmam que o suspeito foi “provocado” pela vítima dos insultos. No entanto, eles preferiram não revelar quais seriam as provocações mencionadas por enquanto.
A lei 14.532/2023, publicada em janeiro deste ano, equipara injúria racial ao crime de racismo. Desta forma, a pena tornou-se mais severa – com reclusão de dois a cinco anos de prisão, além de multa. Não cabe mais fiança e o crime é imprescritível (não prescreve e pode ser julgado a qualquer momento, independente da data em que foi cometido).
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