A Polícia Civil abriu um inquérito para saber se a morte de uma menina de dois anos, no final da tarde desta quarta-feira (28), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), foi por afogamento e também investiga possíveis maus-tratos.
Conforme divulgado e apurado inicialmente pela Banda B, as informações indicam que a criança teria se afogado dentro de um banheira, enquanto tomava banho em casa.

À Banda B, o delegado Fábio Machado, da Delegacia de São José dos Pinhais, explicou que os primeiros passos ligados à investigação estarão embasados na análise dos laudos, que estão sendo produzidos pelo Instituto Médico Legal (IML).
Iremos analisar os laudos para verificar se a morte da criança aconteceu por conta de um afogamento ou de uma obstrução das vias aéreas. Está sendo apurado, iremos ouvir as testemunhas hoje para entender que circunstâncias esta criança veio a falecer.
delegado Fábio Machado.
A reportagem teve acesso ao boletim de ocorrência (BO) sobre o caso. Nele é descrito que a menina entrou na Unidade de Saúde Martinópolis já sem vida. Uma equipe do SAMU foi acionada e, durante o atendimento, levantou-se a hipótese de que a criança teria supostamente se afogado enquanto tomava banho em uma banheira.
No entanto, ainda no documento é dito que “tinha dúvida se realmente ela havia se afogado com a água da banheira ou por algum alimento, uma vez que as suas vias aéreas estavam obstruídas com algum tipo de alimento”, no momento em que o médico atendia a vítima.
Diante da situação, Machado fala até em um possível crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar).
O responsável por esta criança pode responder homicídio culposo, um eventual crime de maus tratos ou abandono de incapaz.
delegado Fábio Machado.
Espaço Banda B – Secretaria Municipal de Saúde de São José dos Pinhais
Em nota, a Prefeitura de São José dos Pinhais, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que por volta das 16 horas, na Unidade Básica de Saúde do Martinópolis, deu entrada a criança já desacordado, cianótico e pálido, sem nenhuma reação.
“No momento que esse paciente chegou já foi direto para a sala de triagem da enfermagem, onde a profissional, junto com a equipe médica, iniciou prontamente o atendimento, de forma emergencial e urgente, com a manobra de reanimação, uma vez que o paciente estava em parada cardíaca”, é o relato no comunicado.
Visando fazer tudo que estava ao seu alcance pelo paciente, a equipe da UBS Martinópolis também acionou o SAMU, que em poucos minutos teria chego ao local e continuou realizando o atendimento de suporte avançado de vida, com todas as manobras possíveis. Todo esse procedimento, desde a chegada da criança, levou aproximadamente 2 horas.
“Infelizmente, mesmo com todos os esforços das equipes, não foi possível a reanimação da criança, sendo constatado o óbito”, concluiu a secretaria no texto.
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