O jovem Alef Moreira de Brito, de 27 anos, foi levado ao hospital em estado grave após uma confusão com seguranças de uma balada, no Novo Mundo, em Curitiba, e agora busca por justiça. O caso aconteceu no dia 1 de maio e nesta segunda-feira (08) a vítima foi até o Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito.
“Eles vieram pra cima de mim com toda a truculência do mundo, sem nem perguntar o que estava acontecendo. Já foram me arrastando, começaram a me bater ali dentro mesmo. Eles alegaram que eu estava brigando dentro da casa, mas eu estava tendo uma discussãozinha com um amigo que eu tenho há mais de 10 anos, nada que pudesse provocar as agressões que sofri”, relatou Alef.

Ainda segundo a vítima, em entrevista à Banda B nesta segunda-feira, o episódio aconteceu por volta das 22h, ela apagou durante as agressões e só foi acordar no hospital próximo das 4h da manhã do dia seguinte.
“Só depois vendo os vídeos que fizeram vi que fui jogado lá fora desacordado. Eu fui socorrido em estado grave, falaram que tive uma parada cardiorrespiratória, meu caso foi se agravando dentro da ambulância, mas graças a Deus tô vivo”, lembrou.
O estabelecimento fica na Avenida Brasília, próximo ao cruzamento com a Rua das Andorinhas. Na ocasião, os seguranças envolvidos disseram que o rapaz estava bêbado, partiu para cima deles e eles agiram em legítima defesa. Apesar disso, amigos dele negam que ele tenha agredido alguém.
Até o momento, nenhum representante da casa noturna procurou Alef e sua família para prestar apoio ou esclarecimentos.
Durante a confusão, até o celular de uma outra colega, que presenciou o momento da ação, foi pego pelos seguranças, que teriam utilizado spray de pimenta
Justiça
Em entrevista à Banda B, o advogado que representa Alef, Elson Marcelino, afirmou querer esclarecer a dinâmica dos fatos para buscar a punição dos envolvidos e uma “reparação material”.

“As imagens internas não foram fornecidas pelo estabelecimento à delegacia. Então agora estamos trabalhando com depoimentos de testemunhas que estavam no local para esclarecer o que aconteceu. Nós queremos punir cada um que teve envolvimento e buscar reparação material, tendo em vista que o Alef está impossibilitado de trabalhar e o transtorno que a história causou a ele e sua família”, explicou o advogado.
A reportagem da Banda B entrou em contato com a casa noturna por ligação, que pediu que o contato fosse feito por aplicativo de mensagens. O espaço segue aberto.
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