Por Luiz Henrique de Oliveira e Bruno Henrique

Pouco antes de começar a nova rodada de negociação para tentar evitar uma possível greve do transporte coletivo, a partir das 14h30 desta quinta-feira (19), na sede do Tribunal Regional do Trabalho, em Curitiba, o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc), Anderson Teixeira, não mostrou otimismo. À Banda B, Teixeira lamentou a incerteza no pagamento do vale aos motoristas e cobradores de Curitiba e região, que precisa estar na conta dos trabalhadores até amanhã (20).

“Lamentavelmente mais uma reunião em que não será discutida a nossa negociação salarial, mas o pagamento do vale referente ao mês de fevereiro. Se não houver o pagamento, faremos a greve, dentro o que é exigido por lei, avisando com 72 horas de antecedência. Já garantimos, em caso de paralisação, 50% da frota no horário de pico e 30% nos demais horários”, disse Teixeira à Banda B.

A Urbanização de Curitiba (URBS) garantiu o pagamento, porém há incerteza fica por conta da Comec (Coordenação da Região Metropolitana ), ligada ao Governo do Paraná. Caso a COMEC não faça o repasse de em torno de R$ 8 milhões, a Justiça já estabeleceu multa de R$ 1 milhão por dia à autarquia.

transporte-coletivo-300913-bandabGreve pode acontecer de novo se o vale não sair (Foto: Arquivo Banda B)

As negociações estão sendo acompanhadas também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O receio do MPT é que a indefinição resulte em atraso de salário e nova greve, com prejuízos a toda a população. Na quinta-feira (12), a COMEC não compareceu à reunião de negociação no Ministério Público do Trabalho e alegou não ter sido notificada em tempo hábil.

Audiência

A audiência, marcada pela desembargadora Ana Carolina Zaina, vai colocar frente à frente, mais uma vez, empresas (SETRANSP), URBS (Prefeitura de Curitiba), COMEC (Governo do Paraná pelo transporte da RMC) e trabalhadores (Sindimoc). Além da discussão referente ao vale, as empresas devem apresentar uma proposta às reivindicações dos trabalhadores para o reajuste salarial agora em fevereiro, mês da database da categoria. Entre os pedidos, motoristas e cobradores querem reajuste integral do INPC mais aumento salarial de 6,40%, o que totaliza aproximadamente 12,80%.

As negociações estão sendo acompanhadas também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O receio do MPT é que a indefinição resulte em atraso de salário e nova greve, com prejuízos a toda a população. Na quinta-feira (12), a COMEC não compareceu à reunião de negociação no Ministério Público do Trabalho e alegou não ter sido notificada em tempo hábil.

Reivindicação dos trabalhadores

Além do reajuste, o sindicato solicita aumento no cartão-alimentação, com equiparação aos valores pagos aos funcionários da URBS que atuam no transporte coletivo; contratação de seguro de acidentes; estabelecimento de multa equivalente a R$ 100,00 por dia para cada funcionário, caso não haja o pagamento do adiantamento salarial; adequação das estações tubo para garantir condições dignas de trabalho no frio e no calor; e fim da obrigação de motoristas e cobradores inibirem crimes nos ônibus, considerando que isso é dever de policiais ou guardas e tem sido causa de graves agressões aos trabalhadores. Na primeira reunião de negociação, na Superintendência Regional do Trabalho (SRTE), no início do mês, as empresas não levaram nenhuma proposta.

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