Redação
Uma nova rodada de negociação acontece a partir das 14h30 desta quinta-feira (19), na sede do Tribunal Regional do Trabalho, em Curitiba, para tentar evitar uma possível greve do transporte coletivo. A audiência, marcada pela desembargadora Ana Carolina Zaina, vai colocar frente à frente, mais uma vez, empresas (SETRANSP), URBS (Prefeitura de Curitiba), COMEC (Governo do Paraná pelo transporte da RMC) e trabalhadores (Sindimoc). As empresas devem apresentar uma proposta às reivindicações dos trabalhadores para o reajuste salarial agora em fevereiro, mês da database da categoria. Entre os pedidos, motoristas e cobradores querem reajuste integral do INPC mais aumento salarial de 6,40%, o que totaliza aproximadamente 12,80%.
Nesta sexta-feira (20), termina o prazo que a Justiça do trabalho deu para a Coordenação da Região Metropolitana (COMEC) garantir o repasse de recursos em tempo hábil para pagar até amanhã o vale salarial de motoristas e cobradores das linhas metropolitanas. Caso a COMEC não faça o repasse, a juiz já estabeleceu multa de R$ 1 milhão por dia à autarquia. De acordo com o Sindimoc, se o vale não cair na conta dos trabalhadores nesta sexta, poderá haver greve de ônibus na semana que vem.
Reunião no TRT sobre transporte coletivo – Foto: TRTAs negociações estão sendo acompanhadas também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O receio do MPT é que a indefinição resulte em atraso de salário e nova greve, com prejuízos a toda a população. Na quinta-feira (12), a COMEC não compareceu à reunião de negociação no Ministério Público do Trabalho e alegou não ter sido notificada em tempo hábil.
Para verificar a alegação de que a folha salarial corresponde a 50% dos custos do sistema de transporte, a desembargadora estabeleceu prazo até hoje para que a COMEC comprove nos autos o valor arrecadado com as passagens das linhas metropolitanas, seja em bilhetagem, seja em dinheiro. Mesmo prazo terá a URBS para comprovar a arrecadação das linhas urbanas. O SETRANSP, por sua vez, deverá juntar até hoje aos autos todos os contratos de concessão, da Rede Integrada de Transportes e das linhas não integradas.
Reivindicação dos trabalhadores
A pauta de reivindicações da categoria solicita reajuste integral do INPC mais aumento salarial de 6,40%, o que totaliza aproximadamente 12,80%; aumento no cartão alimentação, com equiparação aos valores pagos aos funcionários da URBS que atuam no transporte coletivo; contratação de seguro de acidentes; estabelecimento de multa equivalente a R$ 100,00 por dia para cada funcionário, caso não haja o pagamento do adiantamento salarial; adequação das estações tubo para garantir condições dignas de trabalho no frio e no calor; e fim da obrigação de motoristas e cobradores inibirem crimes nos ônibus, considerando que isso é dever de policiais ou guardas e tem sido causa de graves agressões aos trabalhadores. Na primeira reunião de negociação, na Superintendência Regional do Trabalho (SRTE), no início do mês, as empresas não levaram nenhuma proposta.
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