Naor Malaquias em entrevista à Banda B. Foto: Lucca Marreiros

O empresário Naor Malaquias comentou sobre o processo de reestruturação do Paraná Clube e disse que o Tricolor precisa da ajuda do poder público para se reerguer. Em entrevista à Banda B, o credor declarou que a sua ideia é desenvolver um ‘potencial lucrativo’ na Vila Capanema, na sede da Kennedy e na Vila Olímpica.

Segundo Malaquias, para atingir o objetivo, é preciso passar uma mensagem positiva e obter o apoio da prefeitura de Curitiba, através da mobilização dos credores. Na visão dele, todos sairiam ganhando com essa reformulação, que traria “vida nova” ao clube. O profissional já foi empresário de atletas renomados do futebol paranaense, como Dagoberto e Keirrison.

“Eu acredito que o Paraná Clube só vai conseguir sair dessa situação com ajuda do poder público. Eu explico. Anos atrás, um imóvel do Boqueirão foi para leilão após uma ação, e uma pessoa arrematou o imóvel. Essa pessoa pagou, mas não levou, porque existia uma cláusula na matrícula desse imóvel, que a própria prefeitura colocou (…) O Paraná até tentou vender a Kennedy, mas ninguém arrematou, porque todos sabem que não vai levar. Então, tem questões que somente o poder público vai poder resolver”

“A nossa ideia, que passamos para a assembleia de credores, é envolver justamente a Kennedy e ver se não existe a possibilidade da prefeitura de Curitiba se utilizar desse imóvel. E como vai ela vai pagar o Paraná Clube? Com a mesma coisa que ela fez ao Athletico. Fornecesse um potencial construtivo, ou vê uma outra forma do Paraná poder pegar esse dinheiro, e distribui parte para acalmar os credores, outra parte você reinveste na Vila Capanema e outra você reforma a Vila Olímpica, que futuramente pode ser o CT do Paraná. Dessa forma, você faz com que toda essa estrutura que hoje é deficitária se torne lucrativa”, afirmou.

Sobre a fase do projeto, o credor comentou que o plano já passou por um arquiteto, e que houve conversa com a prefeitura e com outros credores. Questionado sobre a dificuldade de aplicar a ideia diante de um cenário de crise em diferentes frentes, Malaquias evitou falar sobre ‘utopia’ e disse que só não será possível se não houver o apoio necessário.

“Se ninguém ajudar, realmente é utopia. Mas se a prefeitura entender que pode sair ganhando, que não vai onerar os cofres públicos, que ela pode ganhar um imóvel no centro da cidade para ele utilizar como ela quiser, o Paraná também sai ganhando porque vai ter uma Vila Capanema remodelada, um CT para atender seu time. Os credores saem ganhando porque vão ver uma luz no fim do túnel. Então, só vejo gente ganhando. Se a gente se unir, acho que essa ideia vai para frente”, comentou.

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.