O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) e a Urbanização de Curitiba (Urbs) participaram de uma audiência na Superintendência Regional do Trabalho no Paraná, nesta quinta-feira (28), e firmaram um acordo que pôs fim à possiblidade de greve do transporte coletivo de Curitiba.

O acordo prevê, segundo o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, que as datas de pagamento (dia 5 do mês) e do vale (dia 20 do mês) estão garantidos pelo menos até janeiro 2023.
“A gente vinha num momento de incerteza porque o trabalhador não vinha tendo a garantia do pagamento previstos da nossa convenção coletiva. De uns 4 há 5 meses estavam atrasando”, disse o presidente do Sindimoc, em entrevista à Banda B.
Na quinta-feira, ao menos 50 trabalhadores do transporte coletivo se mobilizaram para protestar em frente à Superintendência Regional do Trabalho no Paraná, na região central de Curitiba, por conta de atrasos de salários.
Há menos de um mês, no dia 11, o Sindimoc chegou a divulgar que os motoristas e cobradores de ônibus que trabalham na empresa CCD haviam aprovado indicativo de greve por causa do atraso salarial. Horas mais tarde, a CCD afirmou que efetuaria os pagamentos atrasados.
“Não paramos as atividades mesmo ficando oito dias sem receber salário, mas o trabalhador quer respeito porque ele quer pagar as suas contas em dia”, ressaltou Teixeira.
Segundo ele, o pagamento dos salários atrasados foi realizado pelas empresas de transporte e assim a greve está descartada.
Setransp
O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp) informa que, com a entrada dos repasses feitos pela Urbanização de Curitiba (Urbs) até esta quinta-feira (28), as operadoras vão ajustar a situação do atraso com seus colaboradores o mais rápido possível.
Para o pagamento da folha, no quinto dia útil do próximo mês, as empresas aguardam os repasses da Urbs, conforme tarifa técnica vigente e seguindo a programação contratual, para que esse problema não se repita.
URBS
A Urbanização de Curitiba (Urbs) informa que os pagamentos estão em dia até 24/4 e que ainda não foram repassados R$ 2, 44 milhões relativos ao vencimento de ontem (27/4).
A empresa aguarda a aprovação, pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC), do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões, que será usado, em sua maior parte, para fazer frente ao déficit do sistema em 2022. O município também aguarda a assinatura do convênio com o Governo do Estado para o repasse de subsídio ao transporte coletivo.
A Urbs reitera que tem feito esforços para acelerar os dois projetos e assim evitar atrasos nos pagamentos às empresas. O transporte coletivo prevê um déficit de R$ 154 milhões em 2022, gerado pela diferença entre a tarifa técnica (R$ 6,37) – que é a efetivamente paga às empresas – e a social, paga pelo usuário, de R$ 5,50. A diferença é coberta por subsídio do poder público.
A empresa também ressalta que o transporte coletivo é um serviço essencial, vital para o deslocamento de milhares de pessoas todos os dias. A redistribuição de linhas entre empresas em caso de greve é uma prerrogativa de contrato e também uma forma de preservar o usuário de ônibus da capital.
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