Um vídeo que circulou pelas redes sociais provocou indignação e reacendeu o debate sobre maus-tratos a animais na indústria do entretenimento. O rapper nigeriano Highstar Lavista foi filmado levando um filhote de cabra e um galo ao palco durante um show, em uma cena que chocou o público e gerou forte reação de entidades de proteção animal. A ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) se posicionou duramente contra o episódio, classificando o ato como mais um retrato da banalização do sofrimento animal em espetáculos. Veja o vídeo abaixo.

As imagens mostram um filhote visivelmente frágil sendo exposto a um ambiente completamente hostil: ruídos ensurdecedores, luzes artificiais intensas e a manipulação forçada em meio a uma multidão em êxtase.
Segundo a ANDA, compreender a gravidade do ocorrido vai muito além da polêmica superficial nas redes. “Filhotes, de qualquer espécie, possuem sistemas neurológicos e emocionais ainda em desenvolvimento e dependem de estabilidade, proteção e previsibilidade. Retirá-los desse contexto e lançá-los no caos de um show configura uma agressão direta ao bem-estar animal. “Filhotes, de qualquer espécie, possuem sistemas neurológicos e emocionais em desenvolvimento e dependem de estabilidade, proteção e previsibilidade. Retirá-los desse contexto e expô-los ao caos de um show é uma agr3ssão direta ao seu bem-estar”.
A entidade também aponta que episódios como esse são herança de uma tradição que reduz animais a objetos, usados como ferramentas de choque e engajamento. “Em pleno século 21, o especismo estrutural segue normalizado na cultura de massa, ignorando o consenso científico de que animais sentem dor, medo e angústia — uma realidade que impõe responsabilidade ética imediata”.
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A crítica não se limita ao artista. Para a ANDA, a responsabilidade é coletiva e envolve toda a cadeia que viabiliza esse tipo de ação. “Produtores, promotores, casas de show e patrocinadores têm o dever de vetar o uso de animais vivos como elementos cênicos. O silêncio dessas instituições, segundo a entidade, funciona como cumplicidade”.
O público também é chamado à reflexão. “Curtidas, compartilhamentos e relativizações alimentam um sistema que transforma dor em conteúdo. Questionar, boicotar e exigir mudanças é um ato de consciência. O entretenimento do futuro não pode ser construído sobre a exploração dos mais vulneráveis. Enquanto a dor for aplaudida como show, a violência seguirá manchando o palco e a nossa própria humanidade”.
O rapper não se manifestou sobre o assunto. As redes sociais dele estão tomadas por comentários criticando a atitude.
Veja o vídeo:
