O presidente e fundador do Instituto Onça-Pintada (IOP), Leandro Silveira, se pronunciou sobre o caso de Jorge Ávalo, caseiro morto por uma onça-pintada. O caso aconteceu em Aquidauana, em Mato Grosso do Sul, na última segunda-feira (21).

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Imagem: Redes sociais

O biólogo Leandro saiu em defesa dos animais, afirmando que esse tipo de caso é impactante, mas também aproveitou para explicar que o acontecido foi atípico, já que o ser humano não é uma presa natural desse animal.

Na sequência, o presidente do IOP questiona qual é o animal que mais mata no mundo? “Mosquito”, responde Tiago Jácome, estudante de biologia e filho de Leandro. Eles explicam que o mosquito, transmissor de diversas doenças, chega a matar milhares de pessoas no mundo, por ano.

“As causas de mortes provocadas por animais a seres humanos, os grandes predadores, onça-pintada, por exemplo, é praticamente irrisório. Qual é o animal que mais mata no mundo? Mosquito. Chega a matar 700 mil pessoas por ano no mundo. Depois, vêm os animais peçonhentos”, afirmou.

Para explicar a reação das pessoas quando se trata de um predador maior, Leandro explica sobre a “memória evolutiva”. “A gente sempre conviveu e nunca foi uma convivência pacífica”, afirma ao analisar a história da humanidade, que precisou lutar contra grandes predadores. O biólogo também relembra que, hoje em dia, a sociedade se tornou mais urbana, mas os animais continuam nos habitats naturais.

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Imagem: Redes sociais

“Quando você morre de dengue, é uma morte silenciosa, pouco emocional, pouco visual e não tem um impacto emocional de um cenário. Quando é um grande predador, a sensação é de natureza bruta lutando contra a gente e a gente não tem a menor chance. Isso causa pavor e este pavor leva à comoção”, explica.

Leandro ainda conta que os seguidores estavam pedindo um pronunciamento sobre o caso. Segundo ele, ataques de onças-pintadas são casos raríssimos. O biólogo ressalta que entre os grandes felinos, a onça-pintada é a que menos tem casos de ataques a seres humanos.

O biólogo acredita que não existe necessidade de “alarmismo ou preocupação exagerada” em relação ao felino. Para ele, o caso é uma exceção à regra. Tiago e Leandro afirmam que sentem muito pelo o que aconteceu com Jorge e deseja forças à família da vítima.

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