O motorista, de 25 anos, que atropelou uma mulher e fugiu sem prestar socorro, no bairro Água Verde, em Curitiba, na noite do último sábado (8), se apresentou na Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) na tarde desta segunda-feira (10) e foi liberado pela porta da frente. A vítima morreu no hospital horas depois do acidente.

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Antes (à esquerda) da vítima ser atropelada; e momento seguinte (à direita) após a mulher ser atingida na Av. Presidente Kennedy. Foto: Reprodução/Montagem Banda B

O acidente aconteceu na Avenida Presidente Kennedy no cruzamento com a rua Ponta Grossa. Imagens de câmeras de segurança (assista abaixo) mostram que o carro dirigido pelo rapaz aparentemente estava em alta velocidade. De acordo com o delegado Edgar Santana, o motorista admitiu que bebeu.

“Ele compareceu na tarde de hoje na nossa unidade policial. Durante seu interrogatório, confirmou que de fato era o condutor do veículo que fez o atropelamento da vítima, afirmou que momentos antes estava jogando bola com os amigos e teria consumido duas garrafas long neck de cerveja”, disse Santana.

O motorista mora em Curitiba e trabalha como vendedor. Após a batida, ele foi para a casa do irmão em São José dos Pinhais. Conforme o delegado, o jovem relatou que teve medo de ser linchado, por isso fugiu.

“Ele estava indo a um restaurante no bairro Água Verde, segundo ele, entre 60 e 70 km/h. Foi realizar uma ultrapassagem pela faixa da direita e não visualizou a senhora atravessando na faixa de pedestres. Disse que temeu pela sua integridade física e não permaneceu no local”, detalhou o delegado.

Testemunhas chegaram a dizer que o carro estaria participando de um racha. A polícia não viu indícios disso, mas ainda não descarta a possibilidade.

“Não descartamos qualquer possibilidade, mas nas imagens que a Polícia Civil possui não há a visualização de nenhum outro veículo cometendo ou praticando uma corrida automobilística não autorizada”, comentou Santana.

O motorista se apresentou à unidade policial, foi ouvido e liberado.

“Até o presente momento não visualizamos algum requisito ou elemento para decretação da prisão preventiva, mas nada impede que no decorrer do inquérito surja algum elemento que indique a necessidade de prisão preventiva”, concluiu o delegado.

O homem deve responder pelo crime de homicídio qualificado por embriaguez ao volante e omissão de socorro. Veja as imagens do acidente, abaixo:


 

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