O caminhoneiro Edcarlos Lima Paiva contou, durante entrevista nesta sexta-feira (2), como foi seu primeiro contato com a família após a tragédia que aconteceu na BR-376. O paranaense da cidade de Cianorte, região norte do estado, explicou que a situação entre todos os mais próximos de si está delicada. Isto porque, conforme revelado em sua fala, ele perdeu o pai há exatos 22 dias.

Segundo Paiva, o contato com a família foi feito na terça-feira (29), dia seguinte aos deslizamentos de terra registrados no km 669, em meio à Serra do Mar. Após sair do veículo, que foi projetado e parou na pista sentido Curitiba, ele foi até o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de carona e pegou o celular.
“Então, liguei para a empresa. No dia seguinte, falei com minha esposa, de boa, pedi para ela não ficar nervosa, mesmo vendo as coisas pela televisão. Minha mulher tem o costume de ficar preocupada. Falei que estava tudo bem e tranquilo. Em seguida, liguei para minha mãe. Faz 22 dias que perdi o meu pai. A situação não é muito boa, estão todos muito tristes. Enfim, foi um livramento de Deus para mim. Agora é seguir em frente”, iniciou.
Após receber a permissão da PRF para ir ao local do acidente, ele foi até o trecho e viu o caminhão completamente destruído. Diante da cena, Paiva chorou.
“É muito chocante porque se trata da ferramenta de trabalho da gente. Ainda mais do jeito que ficou. Nasci de novo. Estou aqui para contar história”, completou.
Paiva reside na cidade de Limeira (SP). O caminhoneiro seguia pela BR-376 para Criciúma, no sul de Santa Catarina.
Gabinete de crise diminui número de envolvidos no deslizamento
O boletim do gabinete de crise que acompanha a situação sobre o deslizamento de terras na BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná, divulgado nesta sexta-feira (2), mostra que caiu para 14 o número de pessoas envolvidas na tragédia e não há mais pessoas desaparecidas. Seis veículos pesados e três leves foram retirados do local.
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