Um caminhão voltou a causar estragos na Rua Miguel Bakum, no bairro Guabirotuba, em Curitiba, após não conseguir subir a ladeira e descer desgovernado, ele invade uma casa. Este já é o terceiro caso semelhante registrado apenas neste ano no mesmo imóvel, em um intervalo de cerca de 60 dias.

Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Ainda assim, moradores relatam que a situação virou rotina e que vivem sob medo constante de uma tragédia. Segundo o vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Guabirotuba, Marco Floriani, o problema é antigo e já foi formalmente levado ao poder público.
Somente neste ano, essa é a terceira vez que um caminhão entra na casa de morador. Ano passado já era comum acontecer. Fizemos um abaixo-assinado com mais de 200 assinaturas em menos de duas semanas e encaminhamos à prefeitura, mas ainda estamos aguardando resposta.
afirmou.
Já o morador José Carlos de Miranda presenciou o acidente mais recente e descreveu a cena.
O caminhão tentou subir, apagou lá em cima e voltou de ré arrastando tudo. Se estivesse chovendo, era pior ainda. Poderia derrubar a casa do vizinho
Disse José Carlos Miranda
A Superintendência de Trânsito (Setran) foi acionada e reforça que a é proibida a circulação de caminhões na via, que conta com sinalização viária adequada, como placas de “aclive acentuado”. Além disso, em nota, a Setran declarou que a rua é acompanhada pelas equipes técnicas e já passou por vistorias.
A Prefeitura reforça a importância do respeito à sinalização de trânsito, fundamental para a segurança de todos.
Orienta a nota
Caminhão invade casa e comunidade pede urgência
Diante da repetição dos acidentes, a principal reivindicação dos moradores é que a prefeitura trate o caso como prioridade.
A gente sabe que, se acontecer uma tragédia, no dia seguinte vão aparecer aqui. Mas queremos evitar que isso aconteça. É uma questão urgente.
Reforçou Floriani
O sentimento entre os moradores é de que o problema continua sem solução imediata. José Carlos Miranda também critica a falta de ação do poder público.
A gente já ligou, já pediu, já fez de tudo. A prefeitura não vem conversar com os moradores. Os acidentes continuam acontecendo e ninguém resolve.
Lamentou o morador
Medo constante e prejuízos
Quem vive na rua relata que o problema tirou a tranquilidade da região. O aposentado Benedito Corrêa afirma que já adaptou a casa com proteções, mas que isso não impede acidentes mais graves.
Essa proteção segura carro pequeno, moto. Mas caminhão, se vier embalado, derruba tudo. A gente vive só escutando o barulho do motor, atento. Quando falha, já sabe que vem problema.
conta Benedito.
Ele também destaca que, em dias de chuva, a situação piora. “Desliza tudo. Caminhão, carro, já veio até carreta. Isso aqui virou uma armadilha”, disse.
Além do risco à vida, moradores enfrentam dificuldades para arcar com os prejuízos. Segundo eles, processos de indenização com empresas responsáveis pelos veículos costumam ser demorados e nem sempre cobrem todos os danos.
Leia a nota da Setran na íntegra
“A Superintendência de Trânsito (Setran) informa que a Rua Miguel Bakum possui sinalização viária adequada, com placas de “aclive acentuado” e de regulamentação que proíbem a circulação de caminhões. Essa orientação também existe no cruzamento com a Rua Canal Belém, com o objetivo de informar previamente os condutores.
A rua é acompanhada pelas equipes técnicas e já passou por vistorias. Neste momento, não há indicação para alteração no sentido de circulação dos veículos, conforme critérios técnicos.
Em relação à solicitação de lombada, a Setran esclarece que a rua já conta com dispositivo de redução de velocidade instalado antes do trecho de maior inclinação, em conformidade com as diretrizes de segurança viária.
A Prefeitura reforça a importância do respeito à sinalização de trânsito, fundamental para a segurança de todos.”
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