Técnico de informática cai de ônibus em movimento e morre oito dias depois em hospital de Curitiba; vídeo

O trajeto do ônibus foi alterado antes da vítima cair do veículo. Sem informações sobre o paradeiro, a família registrou o desaparecimento e só conseguiu localizá-lo no hospital um dia depois

Informações da Ric RECORD

Um técnico de informática, de 46 anos, morreu após cair de um ônibus em movimento em Curitiba. Thales Augusto Porto da Silva utilizava a linha Centenário–Hauer para ir ao trabalho no dia do ocorrido. Ele não chegou ao destino e não voltou para casa.

Técnico de informática que caiu de ônibus em foto e acidente ao lado em montagem
Técnico de informática que caiu de ônibus foi socorrido por populares. Foto: reprodução/Ric RECORD

Imagens de câmeras de segurança em que a Ric RECORD teve acesso mostram o momento em que a vítima cai do coletivo, que segue em movimento. O homem permanece no asfalto até ser atendido por pessoas que estavam na região e por motoristas que passavam pelo local. Pouco depois, o ônibus retorna pelo viaduto e para a alguns metros. O motorista observa a situação da calçada e, após a chegada da ambulância, atravessa até o ponto onde a vítima estava, sem relatar o ocorrido aos socorristas.

Técnico de informática que morreu após cair de ônibus em movimento passou por cirurgia na cabeça

Sem conseguir contato, a família registrou boletim de desaparecimento. No dia seguinte, após buscas por conta própria, os parentes localizaram Thales no Hospital do Trabalhador. Ele havia passado por duas cirurgias na cabeça e morreu oito dias depois.

Outro ponto que passou a ser questionado pela família é o trajeto realizado pelo ônibus. De acordo com a apuração, o percurso da linha Centenário–Hauer inclui passagem por uma rotatória, acesso à rua José Fernandes Alves e parada em um ponto específico para desembarque de passageiros. Segundo os familiares, era nesse local que Thales deveria ter descido. No entanto, as imagens mostram que o condutor não seguiu esse trajeto.

Motorista de ônibus dá a sua versão

Ainda coforme a Ric RECORD, o motorista do coletivo registrou boletim de ocorrência cinco dias após o caso. No documento, ele relatou que, enquanto trafegava pela avenida Senador Salgado Filho, no bairro Uberaba, dois homens embarcaram no ônibus e anunciaram um assalto. Segundo o relato, os suspeitos portavam uma arma branca e renderam o condutor. Ainda conforme o boletim, houve a subtração de celulares e objetos dos passageiros e, posteriormente, o motorista soube que um dos ocupantes teria pulado do veículo durante a ação. Ele também descreveu características dos suspeitos.

A família contesta essa versão e afirma que Thales não teria reagido a um assalto.

“Ele não arrumava confusão com ninguém, era bem tímido, introspectivo, é  muito estranho. Falaram: ‘Teve um assalto, ele pode ter reagido’. Ele não reagiu, porque ele era muito quieto, muito na dele, não faria esse tipo de coisa”, disse a sobrinha da vítima.

O técnico de informática morava com a mãe no bairro Novo Mundo e era responsável pelas despesas da casa. Conforme os familiares, ele costumava ir ao trabalho de bicicleta, mas havia passado recentemente por uma cirurgia na perna e, por isso, utilizava o transporte coletivo no dia do ocorrido.

Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que a Urbanização de Curitiba (Urbs) vai colaborar com a investigação da polícia. Já a Polícia Civil disse que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do roubo e identificar a autoria.

Veja o momento do acidente

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