O motorista de um Volkswagen Jetta, que supostamente estaria participando de um racha com um Audi A3 na BR-277, no bairro Orleans, em Curitiba, compareceu à Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) nesta quarta-feira (8) para prestar depoimento sobre o acidente que matou o motociclista Guilherme Xavier de Almeida Rocha Lopes, de 31 anos.

Imagem mostra o jetta preto que estaria envolvido em suposto racha na BR-277. O motorista prestou depoimento nesta quarta-feira (8). O carro está parado perto de outros veículos em um gramado.
Motorista de Jetta, que estaria participando de racha com Audi na BR-277, presta depoimento. Foto: Ric RECORD

Acompanhado do advogado Henrique Theodoro, o jovem, de apenas 20 anos, nega a acusação. Entretanto, em entrevista à Ric RECORD, a defesa nega que o motorista estava envolvido em um racha. Segundo Henrique, o jovem estava acima da velocidade, mas sem participar de uma corrida ilegal na rodovia.

“Não era racha. Infelizmente, a gente sabe que, de fato, aparecia e apresenta em vídeos que o veículo estava acima da velocidade, mas não era racha. Não há conversa, não há marcação, nem lá no posto os dois falaram: ‘Vamos sair acelerando'”

diz o advogado do motorista do Jetta.

Delegado afirma que motoristas estavam acima da velocidade

De acordo com o delegado Edgar Santana, a equipe tem outras imagens, que ainda não foram divulgadas, mostrando os veículos em velocidade acima do permitido na rodovia. As informações são da Ric RECORD.

O Instituto de Criminalística analisa os vídeos para confirmar a velocidade do Audi A3 e do Jetta no momento do acidente. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) aguarda pelo resultado do laudo oficial.

“Imagens mostram os veículos transitando em uma velocidade acima do permitido da via, mas a Polícia Civil remeteu essas imagens ao Instituto de Criminalística para que constate, efetivamente, qual velocidade os veículos se encontravam”

afirma o delegado.

Motorista do Jetta relata que encontrou o investigado por racha em um posto

Durante depoimento, o jovem negou que estava participando de um racha. Segundo informações do delegado Edgar, o rapaz afirmou que estava em um posto de combustíveis, acompanhado de mais cinco pessoas.

Após se encontrar com o motorista do Audi A3 no estabelecimento, o grupo combinou de jantar em outro local. Foi então que, a caminho de um restaurante, o acidente aconteceu.

“Nesse local, ele encontrou com o investigado e, na sequência, estavam indo a um estabelecimento comercial fazer um lanche. No percurso, terminou ocorrendo o sinistro de trânsito”

relata.

Motorista do Audi A3 foi preso

O motorista do Audi A3 suspeito de se envolver em um suposto racha que terminou com a morte do motociclista Guilherme foi preso nesta segunda-feira (6) em Curitiba.

Imagens de câmera de segurança, já divulgadas anteriormente, mostram o momento em que o carro perde o controle e atinge violentamente a traseira da motocicleta. Guilherme seguia pela faixa da direita quando foi surpreendido. Com o impacto, ele e a moto foram lançados contra o guard-rail, e o veículo pegou fogo. O motociclista morreu no local.

Logo após o acidente, o motorista do Audi foi encontrado na rodovia, fez o teste do bafômetro — que não indicou consumo de álcool — e foi orientado a prestar depoimento. Testemunhas relataram que ele estaria participando de um racha com um Volkswagen Jetta, que deixou o local após a colisão.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil pediu a prisão temporária do suspeito, que foi autorizada pela Justiça. Além do cumprimento do mandado, também foram realizadas buscas e apreensões e determinada a suspensão do direito de dirigir.

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