A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu temporariamente dois homens, de 32 e 38 anos, suspeitos de produzir e armazenar material de abuso sexual infantojuvenil na internet. As prisões ocorreram na manhã desta quarta-feira (11), em Curitiba, durante o cumprimento de dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão.

A ação foi conduzida pelo Núcleo de Combate aos Cibercrimes (NUCIBER) da PCPR. Durante a operação, os policiais também apreenderam quatro celulares, que serão analisados para aprofundar as investigações.
De acordo com o delegado Thiago Pereira Lima, responsável pelo caso, os investigados utilizavam redes sociais como o X, antigo Twitter, para abordar crianças e adolescentes, principalmente entre 12 e 16 anos.
Segundo a polícia, os suspeitos tentavam ganhar a confiança das vítimas e, em seguida, as induziam a enviar fotos e vídeos de conteúdo sexual.
“Os criminosos conversavam e supostamente ganhavam a confiança dessas crianças e adolescentes. Por vezes, mandavam um tipo de imagem também em troca, e daí exigiam que os adolescentes se filmassem, tirassem fotos, sempre nus, sempre produzindo e fomentando o abuso sexual”, explicou o delegado.
Durante a investigação, a polícia identificou o tráfego de mais de 2 mil arquivos relacionados ao material ilegal. A polícia ainda não confirmou a quantidade exata de vítimas, mas estima que os investigados tenham abordado mais de 20 crianças e adolescentes.
Homens foram presos preventivamente
As prisões são temporárias e têm prazo inicial de 30 dias. A polícia interrogou os suspeitos, mas eles não forneceram informações relevantes até o momento.
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A polícia também tenta verificar se há registros de abuso sexual envolvendo vítimas identificáveis, o que permitiria encaminhar os casos para investigação e eventual resgate das vítimas. Segundo a investigação, os crimes ocorreram pela internet e deixaram vítimas espalhadas pelo país.
Polícia alerta pais sobre riscos nas redes sociais
A Polícia Civil reforça que a investigação começou a partir de informações sobre perfis que buscavam contato com menores nas redes sociais. Para o delegado Lima, crianças e adolescentes são mais vulneráveis a esse tipo de abordagem.
Segundo ele, criminosos costumam usar estratégias de manipulação e até ameaças para pressionar as vítimas a enviar imagens íntimas.
“Às vezes eles conseguem alguma informação pessoal da criança ou da família nas redes sociais abertas. Depois passam a ameaçar, dizendo que podem fazer mal à vítima ou aos familiares caso não enviem mais imagens”, afirmou.
Diante disso, a PCPR orienta que pais e responsáveis acompanhem o uso da internet pelos filhos e fiquem atentos a mudanças de comportamento. A instituição também recomenda o uso de ferramentas como o controle parental para monitorar atividades.
Caso identifiquem conversas suspeitas ou pedidos de imagens íntimas envolvendo menores, os responsáveis devem procurar uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência. Em Curitiba, o NUCIBER realiza o atendimento especializado, mas todas as delegacias do estado podem receber esse tipo de denúncia.
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